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PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: DESMISTIFICAR PARA ATUAR

AÇÃO DE CAPACITAÇÃO ALERTA PARA A RESPONSABILIADE COLETIVA DE DENUNCIAR

AÇÃO DE CAPACITAÇÃO ALERTA PARA A RESPONSABILIADE COLETIVA DE DENUNCIAR

O Município do Peso da Régua através do Programa Rede Social dinamizou esta tarde uma Ação de Capacitação subordinada ao tema Prevenção da Violência Contra a Mulher: “Desmistificar para atuar”.

Na semana em que se assinalou o Dia Internacional da Mulher, esta ação teve como objetivo debater as questões da desmistificação de alguns lugares-comuns sobre a violência contra a mulher, o sistema de proteção à vítima, entre outras.

Eduardo Pinto, Vereador e Presidente do CLAS da Rede Social do Peso da Régua referiu-se ao sofrimento das vítimas de violência doméstica como o maior crime cometido pela humanidade, cujo número ultrapassa as vítimas da Guerra. O Autarca destacou a importância da criminalização da violência doméstica e de a sociedade se envolver, num compromisso sério e coletivo, com vista a uma comunidade mais justa e mais tolerante.

Rita Bessa, psicóloga, representante da Equipa Móvel de Apoio à Vítima do Douro | APAV destacou a persistência de estereótipos enraizados na sociedade, que agudizam as diferenças entre os papéis atribuídos ao homem e à mulher. Rita Bessa deixou claro que a violência doméstica é um crime público e que, por isso, qualquer cidadão tem o dever de denunciar. A ideia de que “entre marido e mulher, ninguém mete a colher” deve ser desmistificada e contrariada.  Da mesma forma, o conceito de que “o casamento é para a vida” deve ser anulado. As razões para a permanência numa relação de violência passam pela dependência emocional, medo, vergonha, receio de perder os filhos, dependência económica do agressor, crenças religiosas, falta de suporte familiar e, muitas vezes, desconhecimento do apoio previsto na lei e das respostas de emergência criadas para proteger a vítima.

Orlando Rego, Capitão do Destacamento Territorial das GNR do Peso da Régua, referiu-se à importância do tema, colocando o enfoque na negatividade do mesmo e na necessidade de a sociedade ser proativa e denunciar a violência. Apesar da evolução registada nos últimos tempos, a sociedade continua a legitimar a violência doméstica e a silenciar as vítimas.

Não podemos continuar a “enfiar a cabeça na areia” e fingir que nada se passa, quando, muitas vezes, a violência doméstica mora ao nosso lado. É importante estarmos atentos, de forma a podermos alertar as autoridades competentes para intervirem junto das vítimas. 

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