NOGUEIRA, Mário
Nasceu em Bragança em 1958. A profunda religiosidade de seus pais, que tinham oito filhos, levou-o a seguir a vida religiosa, a exemplo de dois dos seus irmãos. Concluiu os estudos preparatórios no Seminário e abandonou a ideia de ser padre. Optou por ir para Lisboa, onde continuou a viver ligado à igreja. Ingressou na Universidade e, nas horas vagas, ensinava catequese. Além disso, envolveu-se em grupos de jovens, como ele, empenhados em apoiar a causa religiosa, na paróquia do Sagrado Coração de Jesus.
Fundou um movimento missionário jovem que, entre outras atividades, organizava todos os anos um festival nacional da canção missionária. Alguém que o conheceu nesse empenho convidou-o a integrar a Associação Raul Folleraud, de luta contra a lepra. Nessa altura, já tinha terminado a licenciatura e era professor do ensino secundário. Passou, então, a fazer peditórios para a luta contra a lepra.
Em 1998, fundou a Associação Mãos Unidas Padre Damião, procurando seguir o exemplo desse padre que deu a vida trabalhando e protegendo a comunidade de leprosos, a ponto de se deixar contagiar pela doença. Abandonou a carreira de professor e passou a fazer da sua Associação a atividade principal. Ligou-se a todo o mundo. A Associação tem nesta altura cerca de dez mil doadores. Em Portugal, reúne os fundos que remete para países carenciados e com maior propensão para a doença, como Moçambique.
Além de trabalhar com os leprosos, Mário Nogueira passou também a envolver-se com os portadores de Sida e outras doenças mortais. Os países de expressão portuguesa têm sentido os benefícios dessa dádiva. Casou e tem filhos, mas diz que essencialmente é missionário de retaguarda para que os outros possam cumprir o seu trabalho, lá longe, onde as doenças o exigem.
A voz de Verdade publicou um artigo de onde tirámos estes elementos. Foi transcrito pelo Mensageiro de Bragança de 30/11/2001.
Paulo Aido