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MONTEIRO, Domingos

Nasceu em Barqueiros, concelho de Mesão Frio, em 6.11.1903.
Morre em Lisboa, em 17.8.1980, sendo sepultado no Cemitério do Alto de S. João, em jazigo de família. Em 1927 conclui o curso de Direito, na Faculdade de Letras de Lisboa, com 18 valores. Em 1964 foi eleito, por unanimidade, sócio correspondente da Academia de Ciências, tendo lhe sido concedido o Prémio Nacional de Novelística de 1965 pelo seu livro “O Primeiro Crime de Simão Bolandas”.
Como advogado ficou conhecido pela sua defesa acérrima sempre que patrocinava casos de presos políticos. Foi ele que em 1948 criou a editora Sociedade de Expansão Cultural.
Estreou-se como autor aos 17 anos, com o livro de versos: Orações do Crepúsculo (1920) prefaciado por Teixeira de Pascoais. Desde aí não mais parou. Nau Errrante (1921) e Evasão (1953) em poesia; A Crise de Idealismo na Arte e na Vida Social (1933); Enfermaria, Prisão e Casa Mortuária (1943); Paisagem Social Portuguesa (1944); O Bem e o Mal (1945); O Caminho para Lá (1947); O Livro de todos os tempos História da Civilização (3 volumes 1951); Contos do Dia e da Noite (1952); Histórias Castelhanas (1955); O Homem Contemporâneo (1957); Histórias Deste Mundo e do Outro (1961); O Dia Marcado (1963); Contos de Natal (1963); Histórias das Horas Vagas (1967); Histórias do Mês de Outubro (1967); A Vinha da Maldição (1969); O Vento e os Caminhos (1970); O Destino e a Aventura (1971); LQtiéia e o Lobo Júpiter (1972); Livros Proibidos (1974); O Sobreiro dos Enforcados e Outras Narrativas (1978) e Sonetos (1978). Em 1976 funda e dirige o jornal Pátria.
Em 1980 passou na RTP o filme feito a partir da sua novela: Os filhos da noite. Refira se, por último que o seu nome completo era Domingos Monteiro Pereira. Literariamente prescindiu do apelido.

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