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NAVARRO, Emílio Júlio

Nasceu em Viseu, em 19.4.1844 e morreu no Luso, em 16.8.1905.
Este é dos tais cidadãos que pertenceu a uma terra, onde nem nasceu nem morreu, porque, de facto, cresceu, estudou e trabalhou em Bragança, onde seu pai era chefe da Banda Regimental de Caçadores 3.
Fez aí os estudos primários, frequentou o Seminário e chegou à Teologia. Depois cursou Direito, Filosofia, Matemática e Medicina.
Acabou por formar-se em Direito. Volta a Bragança e aí se instala como advogado. Aí casa e lhe nascem os filhos, nomeadamente Armando Navarro. Paralelamente devota se ao jornalismo. Liga se aos mais importantes jornais da época. É polémico, é incansável, sobretudo pela política.
Funda vários jornais: O Progresso, Correio da Noite, onde ataca, forte e feio, os grandes políticos da época, como Fontes Pereira de Melo; As novidades (em 1885). Defende o partido progressista. Foi deputado por diversas vezes. Foi Ministro das Obras Públicas do Governo de Luciano de Castro. Foi Secretário do Tribunal de Contas. Desenvolveu muito a zona termal do Buçaco, onde morreu subitamente.

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