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RIBEIRO, Militão Bessa

Nasceu em Murça, em 13.8.1896, falecendo em Lisboa, em 2.1.1950.
Aos 13 anos emigrou para o Brasil. Aí jogou futebol, foi operário têxtil e também sindicalista. Ajudou a fundar o Partido Comunista do Brasil, juntamente com Luís Carlos Prestes.
Em 1934 foi expulso do Brasil e foi metido no porão de um barco, para ser entregue à polícia judiciária Portuguesa. Contudo, conseguiu ludibriar um funcionário do barco que o deixou fugir. Regressou à sua terra e fez se agricultor. Ainda começou por ser prestável aos seus conterrâneos, ensinando os a ler e a escrever e treinando os no futebol da vila. Só que os comerciantes acabaram por saber das suas ideias revolucionárias e ele foi preso e levado para o Forte de Peniche. Mais tarde seria conduzido para a Fortaleza de S. João Baptista de Angra do Heroísmo. Acabaria no Tarrafal. Devolvido à liberdade, em 16.6.1940, retomou a sua acção revolucionária, para o que passou a contar com o apoio de Álvaro Cunhal, José Gregório, Sérgio Vularigues, Dias Lourenço, Pedro Soares e Manuel Guedes, todos do Partido Comunista Português.
Em Outubro de 1942 voltou a ser preso e, de novo, remetido para o Tarrafal. Em 1945, foi libertado e devolvido às lutas revolucionárias. Voltou a ser preso em 25.3.1949, juntamente com Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira.
No cárcere escreveu algumas cartas de que há exemplares. Morreu por inanição, na cela, pesando apenas 37 quilos. Cunhal escreveu na altura: “Militão não procedeu bem. Ele era necessário agora. Morreu como um herói mas não é preciso morrer assim”.
A Câmara de Murça, deliberou, por unanimidade, atribuir o seu nome à rua em que ele dera as suas lições e fizera os seus ensaios teatrais.

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