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FERREIRA, José António da Costa

Nasceu no Bougado, actual concelho da Trofa, em 25-11-1925. Mas sua mãe era natural de Póvoa do Douro, freguesia de Cotas, do concelho de Alijó e ele foi o continuador da pequena casa agrícola materna, passando ali longas temporadas du¬rante as vindimas.
Sempre no seu curriculum invocou as origens durienses, nomeadamente nos seus escritos, quer em verso querem prosa. Estudou na Póvoa de Varzim e completou o segundo e o terceiro ciclos liceais no Colégio de Lamego.
Foi sargento miliciano e cedo começou a carreira do jornalismo pela mão do Prof. Doutor António Cruz, no “Diário do Norte”. Por essa altura acumulou funções na então Emissora Nacional. Paralelamente passou a colaborar na imprensa regional: Jornal da Famalicão, Notícias da Trofa, etc.
Em 1954 aceitou o desafio: ser chefe de Redacção de “A Apostolado” em Luanda. E ao mesmo tempo passa a pertencer ao corpo activo dos Serviços de Informação da Rádio Eclesia, Emissora Católica de Angola.
Posteriormente foi Director Executivo “Actualidade Ecónimica”, “Osservatore Romano”, “Diário de Moçambique”, “Comércio de Angola”, “Ecos do Norte”, “Jornal do Congo”, revista “Notícias”, ” O Debate”, “Rádio Clube de Malange”, “Voz de Luanda”, “Rádio Comercial de Sá de Bandeira”.
Regressado a Portugal, após o 25 de Abril, ingressou nos quadros redactoriais do Comércio do Porto, tendo chefiado, praticamente, todas as secçãos e tendo feito parte do conselho de redacção. Mais tarde chefiou a Delegação de Braga.
Já depois de aposentado, como profissional da actividade do jornalismo, passou a colaborar numa infinidade de jornais, sobretudo da região nortenha. Em 1995 celebrou as bodas de ouro de jornalista, tendo sido distinguido com o correspondente galardão do GI (Gabinete de Imprensa de Guimarães) de que foi sócio efectivo.
Pertenceu também a outras associações da imprensa regional como IPIR, a cuja assembleia geral pertenceu. Autor de várias peças de teatro. De um romance que escreveu ainda jovem: ” Quando o coração Manda”; “Trota a Cantar”; “Terras de Bougado”, etc.
Esteve na origem da criação do concelho da Trofa e é actualmente o responsável pelos Cadernos Culturais do Município.

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