MELO, Adriano José de Carvalho e
Nasceu no lugar da Picota, freguesia de Tuías, concelho de Marco de Canavezes, em 3.8.1825 e aí faleceu em 9.10.1894. Foi Governador Civil de Bragança, por decreto de 25.11.1873. A sua gerência, como Governador mereceu alguns opúsculos, entre os quais: A Assembleia Brigantina e o Senhor Governador Civil Adriano José de Carvalho e Melo (de 43 pgs.) e Governador Civil de Bragança e os Colegas do director da Assembleia Brigantina (1875, com 55 pgs.).
Foi graças a ele que se criou em Bragança um corpo de polícia civil, por deliberação de 4.3.1876, sendo nomeado comissário desse corpo de polícia seu primo: António José Ribeiro. Foi administrador do Marco de Canavezes e deputado. Juntamente com António Cabral dirigiu o jornal A verdade, semanário que se editava no Marco. Igualmente colaborou em Jornal do Porto.
Foi graças à sua actividade policial que o José do Telhado, famoso e inspirador do romance, foi preso, quando tentava embarcar para o Brasil, escapado à acção da justiça, pois era ele (José do Telhado) o terror, durante cerca de nove anos, nas Beiras e em Trás-os-Montes. Aí praticou os mais variados e hediondos crimes. Adriano Melo conseguiu deitar lhe a mão…