🎖️ Ilustres

COROADO, Álvaro Martins

Nasceu em Vilarandelo, concelho de Valpaços e morreu em Malaca, como mártir, na Segunda década do século XX. Quem fala dele é Monsenhor Manuel Teixeira, na edição de 3 de Maio de 2002, do Semanário Transmontano. Pela sua importância, reproduzimos essa local: “Merecia ser canonizado, mas nem a sua terra nem o seu bispo fizeram alguma coisa por isso. Eu, que tenho 77 anos de Oriente, ainda o conheci e troquei correspondência com ele. Chamava-se Álvaro Martins Coroado, partiu para Macau nos finais do século XIX. Ainda adolescente ingressou no Seminário de S. José, tendo por companheiro D. José da Costa Nunes, que morreu cardeal aos 96 anos. Foram ambos diretores do Asilo dos Órfãos de Macau. O padre Coroado foi transferido para Malaca, onde morreu às mãos dos japoneses, durante a II Guerra Mundial, sem nunca ter visitado a sua terra natal. Que fez ele em Malaca? Fundou uma comunidade de 1200 pessoas, sem pátria, sem língua, sem trabalho, sem nada. Com o padre Coroado, tudo mudou. Ele e o padre François, francês, pediram ao governador inglês um terreno e meios de vida. Foi-lhes dada uma porção de terra, que ainda hoje se chama Portuguese Settlement (Bairro Português), e redes e barcos para a pesca. Com esses instrumentos de trabalho, conseguiram os meios para viverem. As religiosas Canossianas abriram lá uma escola e os alunos que terminavam o curso elementar iam fazer os estudos secundários para Singapura, acabando depois por ali encontrarem trabalho, elevando assim o seu nível de conhecimentos, permitindo-lhes enviarem dinheiro para os seus familiares. Foi assim que o padre Coroado deu àqueles pobres o orgulho de viver e ser gente.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Veja Também
Fechar
Botão Voltar ao Topo

Adblock Detectado

Por favor desative o Ad Blocker neste site