SOUSA, António Baptista de
Nasceu em Vila Real, em 15.10.1847.
Faleceu em Lisboa, em 11.3.1935. Durante o tempo em que estudou Direito na Universidade de Coimbra, exerceu o ensino livre de Filosofia.
Em Maio de 1872 terminou os seus estudos, com distinção, e logo seguiu para a sua terra natal, onde abriu escritório de advogado, aproveitando as horas vagas para ensinar geografia e história, e redigir o “Progresso do Norte”, jornal que fundou. Dez anos depois foi para Lisboa exercer advocacia, e em Junho de 1884 foi nomeado secretário, interino, do Tribunal do Comércio, sendo, promovido definitivamente a 13 de Janeiro de 1890. Durante o regime monárquico foi eleito deputado duas vezes por Vila Real, uma por Cinfães, uma pela Madeira, e mais tarde Par do Reino.
Foi administrador da C.a de Moçambique, da C.a dos Fósforos, director da C.a Fabril Lisbonense, da Fábrica de Açúcar de Marrameu, da C.a Agrícola de Moribane, comissário da C.a de Moçambique junto da de Minas de Ouro de Manica, etc., etc. Era sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e sócio correspondente da Real Academia de Ciências Morales y Políticas de Madrid, e de Ia Academia de Ciências Políticas e Sociales, de Venezuela.
Deixou diversos trabalhos, dos quais enumeramos: Memória Crítica da Reforma Penal de 1884, publicado em 1884/ 85; A Ditadura de 1890, discurso proferido na Câmara dos Deputados, publicado em 1890; Projecto do decreto de 19 de Março de 1891, relativo ao Tribunal dos Árbitros Avindores; Lei de Meios de 1891 a 1892, etc.; Projecto de lei relativo à fiscalização das sociedades anónimas, etc., 1892; Relatórios oficiais acerca do registo Comercial, etc., 1892; a Revolução do Governo contra o regime liberal, 1894; e tantos outros, existindo dois: Tratado da Propriedade literária e artística, e Relatório e regulamento do registo de propriedade literária, etc., que mereceram uma portaria publicada no Diário do Governo, de 20 de Abril de 1918, através da qual mandava o Governo da República Portuguesa louvar o Dr. António Baptista de Sousa, pelo documento notável elaborado e pelo serviço que com ele prestou à bibliotecnomia e aos interesses intelectuais do país.