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NOVO PSD DE VILA REAL DESCOBRIU HOJE QUE EXISTE UM ATERRO DE RESÍDUOS EM ANDRÃES

Concelhia de Vila Real

Decorreu hoje, dia 14 de março, junto do Aterro Intermunicipal de Andrães, uma manifestação popular que bloqueou o acesso àquela infraestrutura, como forma de luta a favor do seu encerramento definitivo.
O Partido Socialista de Vila Real fez questão de estar presente, lado a lado com as populações como sempre, porque considera que já foram ultrapassados todos os limites ambientais, de saúde pública, de qualidade de vida e que a RESINORTE, empresa proprietária deste aterro, terá até, alegadamente, ultrapassado os limites legais de deposição de resíduos.
Esta, que deveria ser uma luta que une todos, é ensombrada pela tentativa do PSD local em reescrever a história e a verdade, procurando atirar responsabilidades nesta matéria para a gestão socialista da autarquia, dos últimos doze anos.
Bem sabemos que a atual presidente da concelhia do PSD e putativa candidata autárquica é uma recente militante do partido, desconhecendo-lhe a história e os pergaminhos. Sabemos também que uma parte do PSD local se envergonha dos 37 anos de gestão social-democrata e procura apagá-la da sua memória. Percebemos por fim, após lermos este comunicado, que desconhece quais são as competências da Câmara Municipal e que imagina que esta é todo-poderosa, demonstrando impreparação e ignorância.
Mas vamos às afirmações do PSD de Vila Real:
– “O PSD de Vila Real está empenhado na resolução desta herança socialista” – Na verdade todo este problema é uma herança do PSD local e nacional. Quando, em 2002, a Associação de Municípios do Vale do Douro Norte (AMVDN) pretendeu criar um aterro, a gestão autárquica do PSD veio instalá-lo em Vila Real. Quando, em 2010, o Município de Vila Real e os demais da AMVDN decidiram erradamente entregar a gestão do aterro à empresa RESINORTE, a gestão autárquica era do PSD. E quando, em 2015, a RESINORTE foi privatizada, retirando-a do controle das autarquias, o governo de Portugal que o decidiu era do PSD e de Pedro Passos Coelho. Portanto, chamar ao aterro de Andrães uma herança socialista é apenas ignorância, má-fé ou ambas. Aliás, foram inúmeras as vezes, na última década, em que a gestão autárquica socialista lutou pelo encerramento deste aterro e denunciou as más práticas ambientais que ali grassam. Esta não é, no entanto e infelizmente, uma decisão que tenha o poder de tomar.
– “O problema da gestão de resíduos na região Norte não surgiu de forma inesperada, e há muito que se sabia da necessidade de encontrar soluções sustentáveis” – nesse caso, quantas vezes o PSD local abordou este assunto? Quantas intervenções existem, dos vereadores do PSD na CM de Vila Real, sobre esse assunto? Quantas vezes a Sra. Presidente da Concelhia do PSD, que é deputada na Assembleia Municipal de Vila Real, abordou esta questão nos últimos 4 anos? A resposta a todas estas questões é ZERO. Aparentemente, os atuais dirigentes do PSD local descobriram hoje que existe um aterro em Andrães, que prejudica gravemente as populações dessa e de outras freguesias. Se tivessem procurado saber a verdade e a história do aterro, talvez evitassem esta fraca figura.
– “O aterro intermunicipal de Andrães, em Vila Real, está à beira do esgotamento, refletindo uma grave falha de planeamento por parte da autarquia e do anterior Governo socialista.” – O planeamento da gestão do aterro cabe à empresa concessionária RESINORTE e não à autarquia, mas a estratégia geral de resíduos cabe ao governo. Em vez de questionar o anterior governo, afastado há mais de um ano, o PSD local deveria questionar o atual, do seu partido, em relação à sua própria estratégia para esta matéria. Aliás não seria difícil, já que o Vereador do PSD na CM de Vila Real, Nataniel Araújo, é adjunto da Sra. Ministra do Ambiente que tutela, precisamente, a área dos resíduos. A única coisa que é sabido é que, na ausência de uma estratégia do atual governo do PSD, a empresa RESINORTE pretende prolongar a vida do aterro em dois anos, o que foi liminarmente recusado pela Câmara Municipal no parecer que lhe foi pedido, mas que não tem força de lei.
Fica assim claro que o PSD procura desviar atenções dos seus próprios problemas internos e de governo, atirando ao PS e a governos anteriores. É uma tentativa desastrada de fazer prova de vida e de se mostrar interessado por um problema que criou e que sempre agravou, quando teve poder para isso. Agora que se aproximam eleições legislativas e autárquicas, está visto qual será a estratégia do PSD local: utilizar verdades alternativas, fazer exercícios básicos de populismo e procurar enganar os eleitores.
Acreditamos que não terá sucesso.

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