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ARAÚJO, Artur Pereira Botelho de

Nasceu em Aleites, freguesia de Mouçós, concelho de Vila Real, em 1883 e faleceu em 26 de janeiro de 1940. Edgar Ferreira assinou em A Voz de Trás os Montes de 4 de Abril de 2002, uma nota biográfica sobre esta personalidade que a seguir se reproduz:
Aprendeu a ler com sua mãe, Maria Adelaide Pereira de Araújo, grande admiradora de Camões. Seu pai chamava-se António Botelho. Influenciado profundamente pela leitura camoniana, tornou-se um verdadeiro apaixonado da Pátria, a ela dedicando seus versos distribuídos em várias obras: Alma Lusitana (primeiro livro escrito em 1914); Mar Tenebroso (drama heróico); Camões; A minha aldeia; Guerra Junqueiro – Falso Poeta; entre outras. Não é fácil narrar todos os passos da sua vida, repleta de muitas aventuras, estudo, trabalho e idealismo. Só lhe faltou a cadeira de Matemática para ser formado pelo Instituto de Comércio.
Desempenhou várias profissões: carregador de barcaças no Porto de Lisboa, sargento no exército, mineiro no Alentejo, carregador na CP e chefe de secção dos Serviços de Exploração, na mesma empresa, no Porto. Na estação de S. Bento, são dele as duas oitavas heróicas gravadas numa artística placa de bronze, como homenagem dos ferroviários à grande aventura de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, primeira travessia aérea do Atlântico Sul, de Lisboa ao Rio de Janeiro.
Terminou a sua produção literária com a publicação, em 1935, de A Europíada, documento importante para a história de toda a Primeira Grande Guerra, de 1914 a 1918 (vários versos são dedicados ao nosso herói Carvalho de Araújo). A obra está dividida em 25 Cantos que perfazem 2500 oitavas.
Com o contínuo crescimento da nossa cidade, não será impossível — dentro de vinte a trinta anos — que Alvites faça parte integrante do território da “Cidade das Tílias”. Artur Botelho, depois de Camões, é considerado o segundo grande poeta épico português; merecia ser devidamente homenageado no nosso País. O Concelho de Vila Real tem o dever de honrar tão insigne figura da versificação com pequenas, mas vibrantes manifestações, tais como: a Câmara Municipal mandar colocar um busto no centro de Alvites; uma lápide na casa onde nasceu e outra, com o acordo do Pároco — se a lei canónica o permitir — na Ermida, Capela ou Igreja onde foi baptizado; atribuir o seu nome a uma rua da cidade; o assíduo colaborador do Nosso Jornal, Agostinho Chaves, quando achar oportuno, referenciá-lo na rubrica “Figuras da nossa terra”. O Pelouro da Cultura, com a colaboração do reconhecido pesquisador e apreciado apresentador, Dr. Elísio Neves, dedicaria-lhe uma sessão nas “Conversas ao Café”.

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