RODRIGUES, Ernesto José
Nasceu em 1956, na Torre de D. Chama. É professor auxiliar na Faculdade de Letras de Lisboa. Aqui se licenciou (1980) em Filologia Românica e apresentou tese de Mestrado em Literatura Portuguesa (1991) sobre Fastigínia, de Tomé Pinheiro Veiga (1566-1656). Doutorou-se, por último, em Cultura Portuguesa – área em que ensina desde 1988-89 – com o trabalho Mágico Folhetim. Literatura e Jornalismo em Portugal (1996; em volume, Lisboa, 1998).
Docente do ensino secundário e antigo jornalista (1978-81), lecionou como leitor de Português na Universidade de Budapeste (1981-86), assistente na Escola Superior de Educação de Bragança (1986-88), e foi também professor e coordenador de curso no ISLA – Bragança (1998-99). Desde 1999, integra o Conselho Científico da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Mirandela. Duplamente agraciado pela República da Hungria, ministrou, no primeiro semestre de 1999, um curso livre de Cultura Húngara, na Faculdade de Letras de Lisboa.
Faz crítica literária regular desde 1979 e tem colaboração poética, contística e ensaística em várias publicações como Világirodalmi Lexikon (Dicionário de Literatura Mundial), Acta Litteraria Academie Scientiarum (Hungria), Biblos, Dicionário do Romantismo Literário Português, Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Enciclopédia Luso Brasileira da Cultura, entre outras.
Tradutor de ficção e poesia húngaras, bem como estudioso das relações entre os dois países (István Orkény, Contos de Um Minuto, 1983; Novíssima Poesia Húngara, 1985; Péter Zirkuli, O Instante Luminoso, trad. coletiva, 1995; Portugal/Hungria, 1999; Antologia da Poesia Húngara, 2001).
Prefaciou edições de autores como Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano, Júlio Dinis, entre outros. Reuniu 22 anos de trabalhos sobre autores do século XX em Verso e Prosa de Novecentos (2000).
Poeta estreado em 1973, editou sete títulos de versos, incluindo Inconvencional, J. C. Falhou Um Penalty (1976), Poemas Porventura (1977), Março ou as Primeiras Mãos (1981), Sobre o Danúbio (1985), Ilhas Novas (1998). Na ficção, publicou Várias Bulhas e Algumas Vítimas (1980), A Flor e a Morte (1983), A Serpente de Bronze (1989) e Torre de D. Chama (1994).
Tem contos antologiados e escreveu para a infância o livro Histórias para Acordar (1996), com ilustrações de Célia Rodrigues e Lídia Rodrigues. Uma edição bilíngue de sua poesia e prosa foi publicada em Budapeste com o título Sobre o Danúbio/A Duna Partján (1996).
O ensaio mais recente é Visão dos Tempos. Os óculos na Cultura Portuguesa (2000). Entre 1984 e 1986, co-redigiu e administrou a revista Amigos de Bragança; de 1990 a 1993, dirigiu Notícias do Interior; e de 1993 a 1996, coordenou a revista O Escritor.
Pertence à Associação Internacional de Críticos Literários e ao PEN Clube.
In A Sineta, n° 130, Junho de 2001.