Vítor Pimenta encabeça a lista do Bloco no distrito de Bragança
26 de Março, 2025Última Actualização 12 de Setembro, 2025
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O Bloco de Esquerda aprovou, hoje, na Mesa Nacional, o cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Bragança
O cabeça de lista do Bloco é Vítor Pimenta, 42 anos, médico psiquiatra na Unidade Local de Saúde Bragança.
Nascido em Cabeceiras de Basto. Licenciado e mestre em Medicina pela Universidade do Minho, tendo-se especializado em Psiquiatria no Hospital de Magalhães Lemos, no Porto.
Vive em Bragança desde 2017, onde exerce funções na Unidade Local de Saúde do Nordeste. Atualmente é diretor de serviço no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental.
Foi candidato do Bloco nas últimas legislativas de 2024, ativista em vários movimentos cívicos e culturais na região de entre Minho e Trás-os-Montes, com enfoque nas causas ambientais, na mobilidade e na melhoria da condição de vida das populações. A sua paixão pelo jornalismo e informação levou-o a participar na redação de jornais e em programas de rádios locais.
A candidatura do Bloco pautará pela defesa da região. Produzimos 46% da energia hidroelétrica nacional, porém, somos a região com o maior índice de pobreza energética. É imperativo regular o mercado – a nossa população deve ter energia mais barata, através da redução do IVA da eletricidade, da partilha de lucros e do pagamento do IMI e das rendas das barragens do Douro, Sabor e Tua por parte das energéticas.
Um SNS para todas as pessoas do distrito implica fortalecer as infraestruturas, promover a prevenção, valorizar o trabalho e atrair profissionais para a região. Para chegar a uma população carenciada, envelhecida e dispersa, propomos modelos de descentralização, reforço de equipas comunitárias, incentivo à telemedicina e aposta no transporte acessível, envolvendo as autarquias numa lógica de complementaridade. Apoio aos cuidadores informais com formação, programas de descanso do cuidador, acompanhamento psicológico, além de políticas que reconheçam e valorizem o seu trabalho, incluindo benefícios e apoios financeiros.
Para o Bloco, a mobilidade sustentável é um instrumento de promoção da igualdade, da cidadania e da qualidade de vida e de combate ao despovoamento, reivindicamos: Uma rede de transportes distrital, articulada e integrada com as redes municipais, com bilhética única, horários e circuitos que sirvam as populações de todos os concelhos; Uma rede de transportes rodoviários e ferroviários integrada, através da articulação interconcelhia, com passes multimodais, municipais, regionais e familiares, com custos semelhantes aos das grandes áreas metropolitanas e gratuidade para estudantes e pensionistas; A aposta na ferrovia com a reabertura e expansão da linha do Tua, ligando-a à Sanabria; A modernização da linha do Douro e integração na rede ferroviária transeuropeia e não esquecemos o Plano de Mobilidade do Tua.
Em relação ao ambiente e sustentabilidade, o Bloco de Esquerda tem-se oposto firmemente aos projetos de prospecção e exploração mineira, junto das entidades responsáveis e em ações de apoio ativo ao movimento de cidadãos que contestam os projetos, como na oposição do projeto do parque eólico na serra de Passos.
Foi uma proposta do Bloco, no orçamento do estado, que introduziu uma verba para a Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa. É fulcral potenciar os bens culturais e naturais enquanto recursos que promovam a empregabilidade. No caso do concelho de Miranda, a língua mirandesa é basilar para o desenvolvimento da atividade cultural. A criação de uma unidade orgânica, apesar de orçamentada, está ainda por executar, tal como a ratificação da Carta Europeia das Línguas Regionais e Minoritárias. Instrumento que, a par do Instituto, compromete o Estado português.