🖋️ Engº Francisco Gouveia

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Por Eng.º Francisco Gouveia

• Alta Velocidade na região
É intenção do Governo viabilizar a linha de alta velocidade ferroviária entre o Porto/Vila Real/Bragança/Zamora.
Quem o afirmou foi o ministro Castro Almeida, salientando que o Governo considera esta aposta essencial para o desenvolvimento da região transmontana-duriense, apesar das críticas oriundas dos meios políticos de Lisboa.
Esta linha já havida sido defendida na última Cimeira Ibérica, tendo obtido aprovação por ambos os países para se avançar com o estudo.
Bem pode dizer-se que, como é habitual, quando se fala em investimentos no interior, o centralismo torce o nariz. O Governo vai ter aqui uma enorme batalha pela frente, pois terá de ultrapassar muitos interesses instalados e derrubar a verborreia e inócua de uma capital que não se sabe governar, nem deixa que os outros se governem.

• Montalegre incentiva médicos
A Câmara Municipal de Montalegre aprovou um Regulamento que já se encontra publicado no Diário da República, e que estabelece incentivos atraentes aos médicos que se queiram fixar no concelho e trabalhar no Centro de Saúde local. Trata-se de um pacote de medidas destinadas principalmente aos especialistas em Medicina Geral e Familiar.
Tais incentivos são os seguintes: Um bónus de mil euros mensais, habitação em apartamento ou comparticipação caso optem por moradia, com despesas pagas de gastos com energia e água, e gratuitidade na utilização dos equipamentos municipais.
Os incentivos estendem-se também a apoios para o caso de fazerem urgências e/ou horas extraordinárias. Assim, caso realizem um mínimo de 48 horas de trabalho por mês, se incluídas nas referidas urgências, horas extra, domingos e feriados, acresce um bónus de 500 euros, podendo este valor atingir um máximo de 750 euros caso realizem 96 horas/mês.
O Regulamento exige a dedicação a tempo inteiro e um tempo de contrato de três anos.

• Produção de resina
Já foi uma fonte de rendimento essencial da região, em zonas de pinhal que não se encontravam abrangidas pela Região Demarcada do Douro. Portugal, actualmente, produz cerca de 250 milhões de euros em resina e, segundo a Associação de Destiladores e Exploradores de Resina, este valor pode duplicar em dois a três anos.
Este optimismo deve-se ao facto de só termos cerca de 25 mil hectares de pinhal afectados à produção de resina, quando a área total de pinhal do país é acima dos 600 mil hectares.
Verifica-se logo aqui o enorme potencial de crescimento que o sector possui.
A Associação explica que tem modernizado o sector, melhorado a eficiência e a tarefa agora é cativar novos produtores.
Tratando-se de um sector exigente, haverá necessidade de seleccionar árvores, dado que há algumas que dão 2 quilos de resina/ano, enquanto outras dão o dobro.
Ressalta evidente que há aqui uma potencial riqueza nacional a explorar, com um óbice que afasta muitos interessados: os incêndios.
E como sobre o que se tem feito sobre este drama, pouco ou nada tem valido, acho que será muito complicado que os louváveis objectivos da Associação consigam ser atingidos.

• Se o Governo não resolve…
A Comunidade Intermunicipal de Terras de Trás-os-Montes defende que deve ter mais competências para resolver problemas básicos que o Governo (este e os outros) não têm conseguido resolver.
O último prende-se com o impasse na resolução da reactivação da carreira a érea Bragança/Portimão.
Porque, apesar de prometida, a ligação não foi retomada nem no Natal, nem no fim do ano, nem depois. Os autarcas envolvidos sentem-se desiludidos e afirmam mesmo que há uma efectiva ruptura entre as partes envolvidas (Governo e empresa), e que se a situação ainda não foi resolvida até agora, dificilmente o será.
Vão mais longe e consideram haver até um desinteresse em resolver o problema. Assim, uma transferência de competências (que teria de ser extensível a outras áreas) torna-se necessária – consideram – ou a região continuará dependente dos ziguezagues governativos.

• Fraude no mel importado
Em tempos Portugal já foi exportador de mel, contudo, hoje importa-o.
Custos de produção elevados, incêndios que destroem colmeias sem que haja o devido ressarcimento dos danos para a reposição dos efectivos apícolas, são factores do elevado custo do mel português, cuja comercialização agora se agrava com a importação de mel estrangeiro.
De tudo isto se queixa a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal, e mais ainda: alerta para a entrada no país de mel importado da China, que consideram de baixa qualidade. Mas o mais grave é que Portugal exporta mel a preços médios mais baixos o que o que importa, levando a supor que existe aqui uma “triangulação” que leva a que o mel seja reexportado. Segundo a Federação, trata-se de uma fraude, só possível porque a União Europeia se demitiu do controle de fronteira de certos produtos, e não aposta nas análise devidas a produtos alimentares como o mel.
Saliente-se que no nosso país existem 12.000 explorações apícolas, representando 750 mil colmeias, que representam, directamente, 15 milhões de euros de mel e, indirectamente e através da polinização, um valor de 150 milhões para o sector agrícola.

Eng. Francisco Gouveia 

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