MESQUITA, Alberto Pereira
Nasceu em Medrões, concelho de Santa Marta de Penaguião, em 18 de Janeiro de 1913, falecendo em Lisboa, em 9 de Abril de 1990.
Estudou em Lamego e em Vila Real. Depois foi Tesoureiro da Câmara de Santa Marta de Penaguião até que concorreu à carreira de oficial administrativo do antigo Ministério das Colónias. Entretanto licenciou se em Económicas e Financeiras, pela Universidade de Lisboa e transferiu se para o Ministério das Obras Públicas, como Chefe de Repartição, na área de Estatística. Fez parte da Federação Nacional de Futebol, Presidente do Conselho Técnico da Associação Portuguesa de Bilhar, Presidente da Federação de Hóquei em Patins e membro da tertúlia Edípica de Charadismo (com o pseudónimo de Elviro).
Participou em inúmeros concursos literários, em prosa e em verso e também em torneios desportivos nomeadamente em xadrez. Ganhou variadíssimos prémios, nacionais e internacionais. Foi sempre um homem simples, nunca evidenciando o seu saber enciclopédico. Foi prosador, poeta, pintor, desenhador, enfim, um cultor da Língua Portuguesa e da cultura em geral.
A família editou, a título póstumo, um volume de 165 páginas, a que chamou Poesias. Com charadismo, desenhos, caricaturas, poemas, artigos de jornal publicados em vida, também a família elaborou um volume, onde avulta o pseudónimo de Elviro. Um opúsculo monográfico de Santa Marta de Penaguião, manuscrito onde se encontram inventariados elementos interessantes para o concelho. Além de um outro opúsculo sobre Redacção e ortografia da Língua Portuguesa, deixou um outro com temas vários a que chamou: Nihil novi sub sole. Quando se aposentou como Chefe de Repartição de Pessoal e Expediente Geral o Presidente da Junta Autónoma de Estradas, louvou o por Despacho de 20 de Setembro de 1978. Teve uma irmã, Maria Elvira Mesquita Lopes, nascida em 7 de Agosto de 1914 que foi Directora do Ciclo Preparatório na primeira escola que funcionou em Guimarães (S. Francisco) e a quem se deveu a publicação do volume de poesias.