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MORAIS, Eduardo da Costa

Nasceu em Vila Flor, da família que era conhecida pela “Casa das Costas”. Faleceu em 5.12.1923.
Começou por dedicar se à agricultura. Mas desanimou por causa da filoxera que deitava por terra todos os êxitos agrícolas. Cedo foi para o Porto, exercendo, em Gaia, o comércio dos vinhos.
Em Setembro de 1890 foi nomeado chefe da 10.a Repartição da Direcção Geral da Contabilidade Pública que tinha assento junto ao Ministério da Justiça. Durante 19 anos fez vida burocrática, em Lisboa, onde se familiarizou com as mais influentes figuras da época, quer da política, quer das letras. Era um orador de palavra fácil e defensor do Partido Regenerador, pelo que praticou muito em diversos comícios.
Era conhecido pelo Vila Flor. Num desses comícios, no Salão das Portas do Sol, em Lisboa, quando a numerosa assistência exigia que falasse o Vila Flor, Eduardo Costa Morais, reparando que entre a assistência se encontrava Camilo Castelo Branco, nessa altura, na mó de baixo, já por causa da ligação com Ana Plácido, disse que havia na sala quem tivesse mais jeito para falar do que ele. E Camilo aproveitou para, rasgadamente, se retemperar de forças e de coragem. Fez um discurso memorável. No dia seguinte Camilo mandou um caixote de livros ao Edudardo Costa Morais, pela oportunidade que lhe dera. Aposentou se Eduardo Morais, em Março de 1909, regressando a Vila Flor, onde construiu uma importante vivenda de que ainda há indícios concretos.

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