PEREIRA, Bento António Medeiros
Nasceu em Vilarinho Seco, freguesia das Alturas, concelho de Boticas.
Foi sacerdote e paroquiou Sezelhe, no concelho de Montalegre.
Em 1843 começou a escrever um livro de 148 folhas numeradas e rubricadas com o seu sobrenome de Medeiros e com o respectivo termo de encerramento, precisamente em Sezelhe, em 16 de Fevereiro daquele ano, o mesmo em que recebeu o título de “reitor”. O P.e, António Mourão fala deste Barrosão no n.° 20 do Jornal: Barroso a Terra e a Gente. E afirma que “só escreveu 20 folhas referentes a assuntos de Barroso e a alguns da História de Portugal e Universal”. Desse livro extrai algumas curiosidades, como: a confirmação de que foi em Setembro de 1844 que foi enforcado no Largo do Toural, da vila de Montalegre, o “Begueiro”. Este cidadão era natural de Codeçoso do Arco (perto da Venda Nova), de apelido Fernandes e foi o penúltimo enforcado em Portugal. “Esta pena de morte foi-lhe aplicada porque no sítio da serra das alturas tinha matado uma mulher e um rapaz. O padecente era célebre pelos seus crimes e bem conhecido pelo apelido de Begueiro”. O Poeta Montalegrense, Artur Maria Afonso escreveu uns versos, precisamente sobre a morte do “Begueiro”. E pelo achado do P.e A. Mourão se descobre que foi em Setembro de 1844, confirmando se que vieram do Porto dois algozes que enforcaram o criminoso.
Pelos vistos no livro do P.e Bento António Medeiros Pereira, há outros factos que merecem ser recordados.