🎖️ Ilustres

SILVA, João de Morais da

Nasceu e residiu na antiga vila de Algoso, actual concelho de Vimioso. S
abe-se que em 1730 era vivo e possuia um manuscrito encadernado que o Abade de Baçal referencia nas suas Memórias (tomo VII, pág. 532) e sobre o qual escreve: “possuímos um manuscrito, papel liso de 541 fólios, escritos porém só até 537, intitulado Peculio, que diz no fólio I: Este Pecúlio que hé de João Morais da Silva, natural da Vila de Algoso…” Pergunta o Autor das Memórias: será este o nome do autor ou apenas proprietário do livro.
Mais se diz que “Colada com lacre à costaneira do último fólio há um papel com estas notícias: “Aos 19 de Fevereiro de 1730 houve um sinal no Céu para a parte do Norte pelas 8 até às dez da noite que estava o Céu muito claro e na parte do nascente vermelho como sangue”; Aos 7 de Outubro de 1730 houve outro sinal no Céu para a parte Norte pelas onze e doze horas da noite, como o outro acima dito”; Aos 8 de Junho de 1731 houve uma tormenta pelas 12 horas da noite que fez inconsiderável dano nas messes e propriedades, levando as e levou alguns lugares como foi a Burga em Terra de Bragança e outros lugares em terra de Chaves; e morreu muita gente afogada que a levou o dilúvio e foram achados muitos homens e mulheres nas envalsadas dos rios todos mortos”.
Pela originalidade do relato transcrevemos o texto referente a três factos insólitos em Terras de Trás-os-Montes, em 1730 e 1731, constantes do manuscrito que foi propriedade (e talvez da autoria) deste João de Morais da Silva.

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