VELHO, Bernardo Teixeira de Morais Leite
Nasceu em Mogadouro, a 25 de Julho de 1824, filho do comandante de Bombeiros Voluntários dessa Vila, Joaquim José Teixeira que se notabilizou em 1834, pelos serviços prestados à causa liberal, derrotando a guerrilha do Cachapuz que “Infestava o lugar de Lagoaça”.
Em 24 de Outubro de 1824 concluiu o curso de Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Em 13 de Setembro de 1846 foi eleito vereador da Câmara de Mogadouro e administrador do concelho em 26 de Novembro do ano seguinte, lugar em que se manteve até 1851. A maneira sensata como exerceu essas funções valeu lhe ser eleitor da Província de Trás-os-Montes e ainda o convite para Secretário Geral do governo da Madeira, cargo que rejeitou.
Por portaria de 16 de Setembro de 18 16 foi nomeado ajudante do Batalhão da Guarda Nacional de Moncorvo e a 17 de Novembro desse mesmo ano era promovido a capitão da 2:a Companhia do Batalhão de segurança Pública de Mogadouro. Contudo desgostou se com a maneira como corriam os destinos de Portugal. E por isso emigrou para o Brasil em 28 de Janeiro de 1853. onde chegou a 2 de Março seguinte.
Em 1870 regressou a Portugal e rejeitou sucessivos cargos na vida política do distrito e do País. Preferiu abrir escritório de ad\oóado e fazer uso do Inglês que domina-a pois tinha o praticado ao longo de 32 anos já que muitos ingleses que viviam em Portugal, a ele recorriam, sempre que tinham problemas jurídicos a resolver.
Em 187 1 voltaria ao Brasil. Já então le\ a\ a o bicho do jornalismo regular em Crónica do Foro e Instituto dos Advogados.
Em 1869 editara o seu 1.° livro: Trás-os-Montes. Estudo Estatístico e em 1885 saía a sua lloiro Qrafia das Execuções de Sentença de Processo Civil. Seguiram-se vários outros livros de grande impacto jurídico em 1886-1896 e 1902.
Em 1881 foi proclamado sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa e em 1886 foi eleito, por unanimidade redactor da Revista da Secção da Sociedade de Geografia de Lisboa no Brasil.
Em 1893 foi empossado como membro efectivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Em 15 de Janeiro de 1909 o Instituto Histórico do Estado do Ceará conferiu-lhe o diploma de sócio correspondente. Foi a vários níveis, nomeadamente jornalístico e literário um dos mais esclarecidos valores luso brasileiros da sua época.