MORAIS, Maria de (Séc. XVII)
Heroína portuguesa que se distinguiu no cerco de Vinhais, em 1666. Embora todas as outras mulheres tivessem abandonado esta praça de guerra, por ordem do seu Governador Estêvão de Morais, esta fidalga recusou-se a obedecer, ficando naquela povoação com duas criadas. Estas foram as únicas mulheres que permaneceram dentro da referida praça de guerra. Tinha mais de 55 anos, e, não obstante isso, percorria constantemente as muralhas, disparando tiros de mosquete contra o inimigo e exortando e animando os soldados portugueses.
Fez abrir, junto às muralhas, um armazém, onde eram fornecidos, a suas expensas, aos combatentes, alimentos, doces, vinho e vinagre (este último para refrescar as armas). Quando alguns soldados fugiram, tomados de pânico, Maria de Morais não só permaneceu firme, mas também exortou os militares temerosos e vacilantes, defendendo, com ardor, o convento, que o inimigo assaltara.
A. Lopes de Oliveira In Dicionário de Mulheres Célebres