NOGUEIRA, Joaquim
Nasceu em Gralhas, concelho de Montalegre, no princípio do século XX. Casou com Isabel Ribas do Pedro, natural de Pedroso. Partiram para Lisboa, onde ele trabalhou como marçano e ela como empregada de servir. Lá, nasceram os seus filhos. Mais tarde, estabeleceram-se por conta própria, explorando um armazém de presuntos. Chegaram a ter duas fábricas de confecção em Algés.
Nos anos 30, passaram a vir a Padroso nos melhores carros da época. Foi esse casal que mandou construir a estrada que liga Padroso a Montalegre. O povo forneceu a mão de obra, enquanto o casal pagou os materiais, incluindo uma ponte de madeira sobre o rio Cávado, que mais tarde foi substituída pela atual, em pedra. Também se lhe ficou a dever a água canalizada para toda a aldeia, com tanques para lavar e bebedouros para o gado, tendo colocado em todos esses melhoramentos, em azulejo, a figura de S. Joaquim. Essa beneficiação ocorreu em 1931. Sempre que o casal vinha de férias, trazia prendas para todas as famílias da aldeia.
Quem relata esses factos é o Pe. Sebastião Esteves, em carta que sugere esta biografia, tanto mais que Joaquim Filipe Nogueira, que não sabe ao certo se é filho ou neto do referido casal, foi um conhecido corredor de automóveis e também toureiro. Esse mesmo Joaquim Filipe Nogueira chegou a ter, pelos anos 70, um programa na televisão chamado “Sangue no Asfalto”, patrocinado pelo Automóvel Clube de Portugal.