TORRES, Joaquim Ferreira
Nasceu no concelho de Marco de Canaveses, e morreu em 21 de Agosto de 1979, num atentado certeiro. em Paredes. Foi emigrante em Angola e no Zaire onde fez grande fortuna. No regresso radicou se em Murça, terra de sua mulher (Elisa Ferreira Torres) que era natural de Noura. Apesar de radicado em Murça sempre teve ligação à indústria têxtil, nomeadamente a Silma, em Famalicão.
Em 1971 foi nomeado Presidente da Câmara de Murça e empenhou se de alma e coração nessa tarefa. Pensava num projecto global que iria fazer da Vila de Murça a sede do um concelho modelo.
Obviamente contava investir aí, grande parte daquilo que era seu. Os poucos anos que esteve à frente dos destinos do concelho bastaram para ver que esse plano era para cumprir. Chegou a instalar em Murça uma filial da Silma, onde empregou 28 operárias locais.
Fechou em 1975, a exemplo de tantas outras. Foi dos poucos presidentes da Câmara que resistiu à intempérie do 25 de Abril de 1974, tal era a estima em que a população o tinha. Mesmo assim o governador civil de Vila Real, Dr. Montalvão Machado, teve que recorrer à força, para a substituição, em Dezembro de 1974.
Houve quem o quisesse ligar ao M.D.L.P. mas em julgamento, foi absolvido. Mas, por essas e por outras, acabaria por cair na armadilha, na manhã de 21 de Agosto de 1979, sendo alvejado por três tiros certeiros.
Nunca mais o julgamento deste crime político se fez.