🎖️ Ilustres

PEREIRA, Júlio dos Santos

Mais conhecido pelo Júlio das Malhadeiras, nasceu em Amoinha Nova, freguesia de Santiago de Alhariz, concelho de Valpaços, em 17 de Fevereiro de 1903.
Dele escreveu Barroso da Fonte, no semanário Notícias de Chaves, de 12.11.1970: “é um homem simples que se confunde com a própria simplicidade da terra e do ambiente em que sempre viveu. É um homem do povo, um transmontano que mal sabe escrever, um humilde português que tem participado na problemática nacional, dando, desinteressadamente, o seu esforço e saber. Justo é que o seu nome figure em letras da imprensa, com o mesmo relevo com que figura um diplomado”.
Ele próprio escreveu em verso, a sua biografia: Sou homem de poucas letras /É um caso verdadeiro / 0 meu professor primário foi apenas um barbeiro.
Aos 12 anos, à força do canivete e de madeira rija, construiu uma tarara para limpar o cereal. Foi o começo de um percurso de sucesso, nunca mais interrompido. Aos 14 anos construiu um esmagador de uvas. Como em 1923 apareceram as debulhadoras de centeio, conhecidas por malhadeiras, ele estudou as e introduziu lhes importantes e práticas alterações que desde logo o tornaram conhecido pelo Júlio das Malhadeiras.
Em 1952 participou numa exposição no Salão Internacional de Inventos, na FIL, sendo distinguido com a medalha de prata; Nesse mesmo ano participou num Salão Internacional de Bruxelas, com a presença de 18 países, sendo distinguido com a medalha de prata. Logo registou a patente e a vendeu a António Pereira Monteiro, de S. Romão do Coronado.
Em 1968 decidiu ir para Luanda, para junto dos filhos, com o intuito de descansar. Contudo, como um dos filhos tinha uma fazenda de café, logo criou o apanhador e uma luva para ripar a mabuba ou café em cereja, protegendo as mãos que habitualmente sangravam. Logo o Instituto Nacional do Café, baptizou de Super Luva esse invento.
Na sequência desse invento, outros se sucederam. E o Instituto do Café tinha o processo do registo da patente. Só que com o advento do 25 de Abril de 1974, tudo foi por água abaixo. Um outro importante invento chamou se a Giranora e destina se a produzir e a poupar energia eléctrica. Para perpetuar a memória deste popular inventor transmontano a Câmara de Chaves deliberou atribuir lhe uma rua com o seu nome.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Veja Também
Fechar
Botão Voltar ao Topo

Adblock Detectado

Por favor desative o Ad Blocker neste site