PAÇÓ de Rio Frio
Nesta pequena localidade fronteiriça do concelho de Bragança nasceram cinco personalidades eclesiásticas ilustres no Século XVIII, a saber: O Cón. Manuel Gonçalves de Miranda, nascido em Rio Paçó no ano de 1700, era irmão do Dr. Manuel de Miranda, este nascido em Rio Frio, e da Irmã religiosa superiora do Convento de S. Bento de Bragança, Catarina de S. Bernardo, também natural de Paçó, onde nasceu a 27-02-1703.
Foram seus pais Domingos Miranda e D.a Isabel Gonçalves, ambos de Paçó. Inocêncio António Miranda, Abade de Medrões e da Vila de Outeiro/Paradinha e depois de Grijó de Vale Benfeito, nascido em 1761 na aldeia de Paçó, teve como pais D.a Teresa Gonçalves de Miranda e Manuel Gonçalves ambos naturais de Paçó. O P Inácio de Miranda, que fora pároco da Sé de Bragança, era igualmente de Paçó, onde nascera em 6 de Dezembro de 1791, era primo do Abade de Medrões, P Inocêncio António de Miranda, e do Cón. Manuel Gonçalves de Miranda e da Irmã Catarina de S. Bernardo.
O P Inocêncio António Rodrigues de Miranda nasceu em 04 12 1795 em Paçó de Outeiro e era sobrinho o P. Inocêncio António Miranda e foi prior da Colegiada de Santa Maria de Bragança entre 02 06 1834 e 06 12 1864. Escreveu vários trabalhos que o Abade de Baçal menciona no Tomo VII das suas Memórias. O P. Inocêncio António de Miranda chegou a ensinar Gramática Latina na vila de Algoso. O seu nome sobressai, desde que começou a ser conhecido pelo Abade de Medrões, quando já residia em Lisboa como perceptor do Marquês da Fronteira.
Foi deputado às cortes, em 1822.
Foi um polémico defensor de questões tradicionalistas. Era jornalista, escritor e poeta, deixando obras de grande valor, sendo de sublinhar o seu livro “O Cidadão Lusitano”, que teve duas edições. O P. Inocêncio António Miranda foi um talento e um vulto que marcou a sua época.
In Mensageiro de Bragança