MONTEIRO, Abílio Adriano de Campos
Nasceu em Moncorvo, em 7.3.1876 e aí faleceu, em 4.12.1934.
Licenciou-se em Medicina e além desse exercício, também cultivou o jornalismo. Juntamente com o escritor Ferreira de Castro dirigiu no Porto, a revista Civilização, “Grande Magazine Mensal” que era ilustrada e que se publicou entre 1928 1937. Aí colaboraram grandes figuras, como: Florbela Espanca, Aquilino, Adolfo Casais Monteiro, Unamuno, Teixeira de Pascoais, etc. Foi romancista, novelista e contista. Cultivou, sobremodo, um tipo de romance popular, neocan iliano, regionalista e passional.
Também marcou pontos com o seu estilo satírico e folhetinesco. Nesse aspecto ficaram a marcar, as suas obras: Miss Esfinge (1921), e Camilo Alco-forado (1925).
Além dessas duas obras tem mais: As duas paixões de Sabino Arruada (romance, como os anteriores 1929) e Ares da Minha Terra (Novelas transmontanas), 1933. Publicou ainda Versos fora de Moda, Saúde e Fraternidade (do qual, no seu tempo, se venderam 40 mil exemplares), A Paixão de Ferrer Musa Irónica, Santa Olívia e Raio Verde (todos em versos). Neurastenia, Os Lusíadas, anotados e parafraseados, A oito dias de vista, Moeda Correnta, Contra a Maré (em prosa). A Promessa, o Crime duma Mulher Honesta, o Autor das Três Barcas, O Segredo da Morgada, Flor do Tojo, A Rainha da Lacónia, O Rama de Perpétuas, Maria da Fonte e os Vareiros (teatro).
Usou diversos pseudónimos: Marcial Jordão, Turidu e Gil Barbeira.
Fundou e dirigiu os magazines: Civilização e Argus. Foi assíduo colaborador da revista humorística: Maria Rita que suspendeu a publicação no dia em que Campos Monteiro faleceu. Também traduziu diversas obras de célebres autores franceses.
Moncorvo ergueu-lhe um busto, da autoria de Sousa Caldas.