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GAMBOA, Cónego Manuel Gonçalves

Nasceu na vila de Marvão, Alentejo, em data incerta e faleceu em Miranda do Douro, em 1757. Foi reitor do Seminário de Miranda e ecónomo da Diocese, no tempo do bispo D. João de Sousa Carvalho. A este eclesiástico se deve a remodelação das obras de arte religiosas na cidade de Miranda. No seu testamento, feito em 1756, encontramos vários legados pios para obras de arquitetura, entre eles a quantia de seiscentos mil reis para fazer o corpo da capela de Santa Cruz da cidade de Miranda do Douro, e cuja deixa não podia ser aplicada para outras coisas.
Para a Igreja da Misericórdia da mesma cidade, deixou a quantia de um conto e duzentos mil reis, que foram aplicados depois de 1757, em obras da mesma Igreja. Deixou à Ordem dos frades trinos um conto e seiscentos mil reis para a igreja que se haveria de fazer “a fundamentis” para os religiosos trinitários, e o qual dinheiro não se poderia aplicar a outra coisa senão para a obra que fosse necessária.
Deixou ainda à Misericórdia de Marvão, sua terra natal, a quantia de um conto e seiscentos mil reis e deixou a quantia de trezentos mil reis para comprar umas lanternas de prata para a catedral de Miranda do Douro. No seu testamento constam outros legados para os pobres e mais obras de beneficência. Foi uma figura de relevo não só no campo eclesiástico como no campo social.

Domingos Raposo

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