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MINHAVA, Ângelo do Carmo

Nasceu na freguesia de Ermelo, concelho de Mondim de Basto, em 15 de Janeiro de 1919.
Optou pela vida religiosa, ordenando se sacerdote, no Seminário de Vila Real, onde foi Professor de Música, Latim, Literatura e Francês. Também leccionou no Ciclo Preparatório e na Escola Técnica de Vila Real (Música e Religião e Moral).
Organizou e dirigiu, a partir de 1946 e por muitos e bons anos, o Orfeão do Seminário e também o Orfeão do Liceu Camilo Castelo Branco. Organizou e dirigiu, igualmente, vários grupos corais e teatrais, em diversas terras do distrito. Dotado de uma cultura geral muito vasta, tem colaborado em muitos jornais e revistas, nomeadamente sobre temas linguísticos.
É autor de obras em poesia, teatro e, sobretudo, de música. Em 1947 publicou Cabrilíada (poema herói cómico lírico); Poesias dispersas, muitas das quais musicadas para festas de crianças, jovens e adultos. Autor de muitas marchas de vilas e cidades (letra e música); Bengala Milagreira (1953 comédia); A Bruxa (1964 farsa); Modas e Modinhas (1958 peça teatral); A Freira dos Pucarinhos (quadro regional teatro); Acampamento cigano (quadro típico); O indiano (comédia); Recitativos. Em Música: Inúmeras marchas populares, canções e hinos: Hino do Regimento de Chaves e de alguns batalhões que combateram no Ultramar. Angola é nossa (música que grangeou grande popularidade), marcha de Vila Real, Montalegre e Régua. Velhas Cantigas da Nossa Terra (rapsódia a 4 vozes); Canções da Europa (rapsódia poliglótica, a 3 vozes); Rapsódia Rústica. Rapsódia Infantil, Melodias para Poesias escolhidas; Marcha da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Guimarães; Duas tunas em paralelo; Transcrição Musical. Na área da linguística: Venha Comigo à Lua, Acerca de “Aléu”; Questões de Linguagem, Crítica literária em jornais e revistas. Em cultura religiosa: Nunca tinha pensado nisso (diálogos com um estudante), Veja se Sabe (diálogos sobre Cristianismo e materialismo).
Foi elevado à dignidade de Monsenhor, em 20.4.1997, aquando das bodas de diamante da Diocese de Vila Real.
Em 3 e 4 de Abril de 1998 foi homenageado pela cidade de Vila Real.

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