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LEMOS, João de Lemos de Seixas Castelo

Ficou mais conhecido, simplesmente por João de Lemos e nasceu na Régua, em 1819, falecendo em Maiorca, em 1890. Licenciou se em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi director do Jornal a Nação, orgão da causa absolutista de D. Miguel. Desempenhou, em Portugal e no estrangeiro, vários cargos diplomáticos em nome da doutrina que defendia. A dada altura teve que exilar se em Londres (onde escreveu aquele lindíssimo poema à Lua).
Colaborou na Revista Universal Olisiponense e no Cristianismo. Ficou como sendo um dos principais representantes da poesia do ultra romantismo na sua fase de plena formação como escola literária, através de “folhas de poesia”.
A partir de 1844 passou a publicar em O Trovador, jornal Poético de que foi um dos fundadores. A sua poesia reflecte influências de Lamartine e de Castilho.
Obras principais: Cancioneiro (1.° vol.), Flores e Amores (1858); Religião e Pátria (2. vol. 1859); Impressões e Recordações (3.° vol. 1867); Canções da Tarde, Lisboa, 1875; O Monge Pintor, Lisboa, 1876; O Tio Damião, Lisboa, 1887; Serões de Aldeia, Lisboa, 1876; Poesias avulsas (1.° vol. 1858); Recordações de Roma, no Coliseu (1879); Os Frades (1883).

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