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BARROSO, José Manuel Durão

Nasceu em Lisboa, em 23-3-1956.
Mas toda a sua ligação essencial tem raízes em Veiga de Lila, concelho de Valpaços. (Ver 1 volume).
Em 1999 foi eleito Presidente do PSD. O Independente de 24-9-99 inseriu a sua biografia e a sua árvore genealógica. Transcrevemos a nótula que aí se publica: «A família de José Manuel Durão Barroso nunca pisou terra a Sul do Vouga. É gente do Norte. De Valpaços e Chaves, pelo lado do pai. E de Vila Real e Lamego pela árvore da mãe. Tamanho apego ao Norte empurra a família da mãe para os domínios galegos, atrás de 1846.
Em geral, trata-se de uma árvore de costados muito pouco homogénea onde convivem nobres e emigrantes; artífices e Capitães de Ordenança; políticos e simples lavradores. O primeiro Durão que veio para Portugal trisavô do líder do PSD era artista da pedra e nasceu em Santiago de Antas (1849), na Galiza.
Casou com uma senhora da Folhadela, Vila Real, chamada Maria Correia, e por ali estabeleceu família durante o século seguinte. Dizem os livros de Espanha que Durán é “um apelido muito espalhado pela Península sem que os diversos solares tenham entre si qualquer relação”.
No entanto, é exactamente na Galiza que se situa a mais antiga casa dos Durán. O castelo de Portela, “em terras de Limia”, fica a escassos quilómetros da aldeia de onde veio este antepassado de José Manuel Durão Barroso. Já em Portugal, nas últimas quatro gerações, a família vê se reduzida a pequenas propriedades em Mouçós e Folhadela (Vila Real).
Em 1922, o ramo galego Durão une se à linha Silva Freitas, de Lamego, pelo casamento dos avós do líder do PSD. Uma família menos ligada à lavoura. Neste lado, um dos trisavós do político era artista e o outro espingardeiro. Uma indústria com “regimento” próprio que, em meados do século XIX, conhece prosperidade na região de Lamego. O ramo Freitas Durão dará dois ministros à nação. Diamantino Durão, o tio do líder do PSD, que ocupou brevemente a pas ta da Educação, em 1992. E o próprio José Manuel Durão Barroso, que conduziu a política externa de Portugal de 1992 a 1995.
Também no lado do pai a família apresenta sinais de evidência pública.
Suba-se à Quinta geração, pelo lado Pinto Saraiva e Pereira, e logo surgem os primeiros Capitães de Ordenança. Gente escolhida entre os notáveis da terra, numa fórmula que reu nia posses, influência e estatura. “Não eram fidalgos mas viviam à lei da nobreza”, explica o autor da pesquisa, António de Mattos e Silva. Daí para trás, a maioria dos antepassados de Durão Barroso merece esta responsabilidade fazendo jus ao velho ditado: “Para lá do Marão mandam os que lá estão”. Pura fidalguia, tangente à família de Durão Barroso, surge através da sua Quarta avó D. Teresa de Jesus Teixeira de Morais Veloso e de seu marido José Joaquim Pinto Saraiva, Capitão de Ordenança. Juntos tiveram treze filhos, formando uma ínclita geração de varões. Um dos mais velhos. Félix Tristão (1809) será avô da Marquesa de Alegrete, de Penalva e de Terena, Condessa de Bertiandos, de Tarouca e de Vilar Mayor e Viscondessa de São Gil de Perre. Hoje, estes primos de José Manuel Durão Barroso vivem num palácio mesmo ao lado da Sé de Elvas. Outro varão será Arcipreste em Chaves, homem de confiança do Bispo de Bragança. Mas tamanha prol dará mais dois clérigos. Um deles, o conhecido Frei Anastácio, “orador sagrado de grande reputação que viveu muitos anos em Bornes de Aguiar onde mandou construir uma casa no Largo do Cruzeiro”, (in “Fidalgos e Morgados de Vila Real e seu Termo”). Maior destaque público teria ainda seu irmão José Bernardo, que se manteve leigo, e viria a ser Administrador dos Tabacos em Moncorvo em meados do século passado. Também Manuel Ignácio, mais novo, seria homem de grande relevo naquelas terras de Trás os Montes. Nascido em 1811, foi Presidente da Câmara de Vila Real e um dos dois fundadores da célebre Companhia das Águas de Pedras Salgadas, “onde perdeu toda a sua fortuna”. Quanto aos outros parentes Pinto Saraiva, tirando um ramo que se ligou aos Condes de Mesquitela, muitos emigraram para o Brasil em finais do século XIX, onde ainda vivem com filhos e netos. José Manuel Durão Barroso escapou de tal sorte por um triz.
Seu pai também nasceu no Brasil, em 1922, mas viria a casar em Peso da Régua com sua mãe, D. Maria Elisabeth Freitas Durão, em 1952.
Pela varonia, linha do pai, avô, etc., o líder do PSD descenderá da família dos Morgados de Valpaços, instituída em meados do século XVI. Fidalgos com lugar cativo nos “Gothas” de Trás os Montes, parentes próximos de pequenos lavradores da região».

Gabinete de Pesquisas Genealógicas (António de Mattos e Silva)

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