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MADEIRA, Alexandre José Malheiro

Nasceu em Martim, do concelho de Murça, em 23-10-1870, falecendo em Lisboa, em 08-09-1948.
Seguiu a carreira militar, a partir de 30 10 1889, chegando ao posto de General.
Concluiu o Curso de Oficial de Infantaria e foi promovido a Alferes em 1893, a Capitão em 1906 e a General em 1932. Durante a I Guerra Mundial comandou a 6.a Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português, em França. Participou na Batalha do 9 de Abril, ficando prisioneiro dos alemães.
Foi libertado em 1918 com o armistício. Regressado a Portugal desempenhou os cargos de Comandante da Escola Central de Oficiais, de Inspector de Infantaria de l.a e 2.a Regiões Militares, Comandante Geral da Guarda Fiscal e de Inspector Geral Interino dos Fósforos. Recebeu algumas das mais importantes condecorações: Grã Cruz da Ordem de Aviz, Medalha da Vitória e do Oficialato de Santiago. Foi também escritor.

OBRAS: Armaram-se na Selva (Porto, 1943); O amor na base do Corpo Expedicionário Português. Peça em Três Actos (Porto, 1919); Aquele Segredo (1956); Crónicas do Bié (1903); Da Flandres ao Hanover e Meckburs (1919); A Fidalga da Levada (Novela Militar), 1908; O Filho do Morgado, 1919; Guia Táctico na Guerra do Movimento dos Destacamentos, 1913; Um Homem de Cinquenta Anos, 1939; Homens de Idade, 1948; A Invisibilidade das Tropas na Guerra Moderna, 1926; Longe da Vista, 1913; O Morgado dos Vales, Por Via da Guerra> 1923; O Primo Mário, 1936: O Retrato de Joaninha (d’Aquém e d’Além Marão). Colaborou em vários jornais, nomeadamente: O Século e Diária de Notícias.

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