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MORAIS, Francisco de

Nasceu em Bragança, nos fins do séc. XV ou começos do séc. XVI.
Era filho de Sebastião Valcaçar, da Casa de Morais (Bragança), Cavaleiro de Cristo que tinha um morgadio em Xabregas. Teve um bisneto que se chamou Baltazar Teles, foi padre e escreveu um livro a que chamou: História da Etiópia. É nesse livro que se deixa perceber a identidade de Francisco de Morais. A GEPB dedica lhe quase três páginas. Aí se lê que “cedo entrou para o serviço dos condes de Linhares, os quais tiveram em grande apreço as suas qualidades de espírito e os seus primorosos dotes literários”.
Empenhou-se, grande parte da sua vida, em missões diplomáticas, umas vezes directamente outras vezes assessorando personalidades da vida nacional.
Foi autor de várias obras, entre as quais: A Crónica de Palmeirim de Inglaterra; Diálogo entre um fidalgo e um escudeiro no qual se mostra a sem razão da altivesa daquele para com este; Diálogo entre um fidalgo e um doutor acerca da preferência das armas às letras ou das letras às armas; Diálogo em estilo jocoso de amores de uma regateira com um moço de estribeira; Petição ou carta de D. Inácio de Noronha a D. João III a respeito da renúncia do título de conde em D. Francisco de Noronha; Desculpa de uns amores que teve em Paris com a donzela Torci; Relação das festas que Francisco I fez das bodas do Duque de Cleves com a princesa de Navarro no ano de 1541; Relação das exéquias e enterramento de Francisco I em 1546.

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