🎖️ Ilustres

MOTA, António Vitorino da

Nasceu em Vila Real, em 1836 e faleceu no Porto, em 1890. Dele escreve a G.E.P.B: Assentou praça em Caçadores 3, então aquartelado naquela vila, mas abandonou a vida militar e foi matricular se na Universidade, onde tomou o grau de bacharel nas Faculdades de Medicina, Matemática e Filosofia, alcançando prémios e partidos em Medicina, motivo por que foi convidado para lente, honra que declinou para satisfazer a vontade a seu pai, o abade Mota.
Em 1863, terminados os estudos universitários, foi para Vila Real, onde exerceu o professorado e a clínica, indo em 1863 para o Porto, sendo nomeado professor do Liceu Central desta cidade. Mais tarde, e mediante concurso por provas públicas, foi nomeado lente da cadeira de Matemática do Instituto Industrial e Comercial do Porto. Era especialista nas doenças do coração e apreciado escritor. Muito novo ainda, foi eleito sócio efectivo do Instituto de Coimbra, escrevendo no jornal desta associação vários artigos literários e científicos.
Em 1859, com Camilo Castelo Branco, João de Deus e outros, fundou em Coimbra um semanário literário intitulado O Ateneu.
É interessante a sua série de cartas publicadas em vários jornais, como: Vilarealense e Província, de Vila Real; Folha Nova, Tripeiro e Actualidade, do Porto, etc.. Quando Camilo Castelo Branco foi agraciado com o título de visconde, Mota, que lhe dedicava profunda amizade dirigiu lhe uns graciosos versos à desgarrada que intitulou de Ao Arrepio.

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