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MOURA, António Álvares

Nasceu em Medeiros, freguesia de S. Vicente, concelho de Montalegre, possivelmente, no ano de 1800.
Ordenou-se sacerdote em Braga. De acordo com o P.e João Gonçalves da Costa, in A Senhora da Peneda de Donões (1961), o P.e António Álvares de Moura era um perfeito homem de Deus. Ensinava a Doutrina Cristã, todos os dias do ano. Amparado à fiel bengala, a sua presença venerada impunha religioso respeito. Foi ardente e devotado apóstolo do Sagrado Coração de Jesus.
Quando pároco de Meixedo, adquiriu para a sua igreja paroquial uma imagem do Coração de Jesus, a primeira que houve em Barroso. Antes de paroquiar Meixedo, este abade barrosão fora colocado em Riba d’Ave (Famalicão), onde, para além da paróquia, se dedicava à indústria têxtil, chegando a pertencer-lhe as fábricas de fiação que seriam herdadas por sua sobrinha Joaquina que com ele vivia e que, mais tarde, as vendeu aos condes de Riba d’Ave.
Foi a sua influência de religioso que levou o irmão mais novo: Joaquim Álvares de Moura, a refugiar se no Minho, quando perseguido, por pertencer à Ordem Religiosa de Santo Agostinho. Foi este mesmo frade Agostinho que viria a fixar residência, ao longo de trinta anos, na Casa do Casalta, em Santo Emilião, onde faleceu e onde jaz com fama de Santidade.
Ficou mais conhecido por D. Joaquim da Boa Morte.

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