REIS, Castro
É o nome literário de José Castro Reis. Embora nascido no Porto, é filho de transmontanos. E toda a sua obra poética, nomeadamente O Grito das Fragas (1983), é um hino a Trás-os-Montes. Tão transmontano se considera que é sócio da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, do Porto, e sua filha Leonor Reis, declamadora, frequenta essa Instituição regionalista com grande assiduidade, aí declamando poemas do pai, alusivos à terra e às Gentes Transmontanas.
O seu elevado interesse e dedicação pelas coisas do espírito e da cultura, e em particular a sua profunda paixão e culto pelas Musas, nasceram-lhe na alma e no coração desde muito novo. A sua ação no campo das atividades literárias tem sido até agora de verdadeiro apóstolo das letras, não só como escritor, mas também como jornalista, colaborando em diversos jornais e revistas do país e estrangeiro, tendo exercido em alguns deles as funções de coordenador e diretor de “Suplementos Literários”.
É sócio efetivo da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto e da Associação de Escritores de Gaia, bem como de diversas associações recreativas e culturais. Poeta muito galardoado em certames literários. Castro Reis foi já distinguido com alguns louvores e condecorações, concedidas por várias associações culturais e Academias nacionais e estrangeiras.
É membro efetivo da Academia Internacional de “PONTZEN”, de Letras, Ciências e Artes, de Nápoles, Itália, que, em 1980, lhe concede o grau de Académico de Mérito, e o Diploma, pela sua obra poética, distinguindo-o ao mesmo tempo com o Prémio de Poesia “Laurel de Ouro”, atribuído ao seu livro de poemas Cântico Liberto, no XIV Concurso Internacional de Literatura e Arte, incluindo alguns dos seus poemas na sua Antologia Internacional Plurilingue Ilustrada 1980. Em 1981, é galardoado pela mesma Academia, com o Prémio de Poesia, “Grande Medalha Cetro de Ouro”, com o qual é distinguido no XV Concurso Internacional de Seleção de Literatura e Arte, e que, em 1982, lhe confere também o Prémio de Poesia, “Coroa de Ouro”, com a inclusão das produções premiadas nas Antologias Internacionais, publicadas por aquela Academia.
É também membro ativo da Academia Francesa de “Artes, Ciências e Letras” de Paris, que, em 1983, o distingue com o alto galardão “Medalha de prata e Diploma Honorífico de Homem de Valor e Mérito”. É sócio correspondente do Grêmio Literário de Autores Novos, do Rio de Janeiro, Brasil, sendo atualmente um dos diretores do Grupo de Estudos Brasileiros do Porto, contribuindo ativamente para o relacionamento e intercâmbio da cultura Luso-Brasileira. Pertenceu como membro diretivo à antiga Sociedade Portuguesa das Ciências, Artes e Letras (Academia Portuense), e fundou com outros elementos o Grupo de Ação Recreativa e Cultural Semente Nova (GARC), sendo diretor do Pelouro Cultural da U.T.P. (União dos Tarcísios do Porto). Encontra-se ligado a vários movimentos de estudo e defesa da ecologia, etnografia e do folclore português.
Atualmente, está dedicado, como escritor e animador cultural, à promoção e divulgação dos valores históricos e culturais da cidade do Porto, e ao culto da poesia, junto de escolas e estabelecimentos de ensino, sendo também sócio colaborador da L N ICES.
BIBL.: Amor e Cru (1960); O Poema de Leça do Balio (1963); Problemas da Educação e Cultura do Nosso Tempo (1963); Filosofia do Espírito e da Matéria (1963); Cântico Liberto (1978); O Grito das Fragas (1983); Esta Cidade que Eu Amo (1985); Bodas de Primavera para o Pai (1989); Cântico do Amor Eterno; Sinfonia do Natal; A Outra Face do Homem; Lentos do Nordeste e Masturbadores da Existência Humana.