MÚRIAS, Manuel
Nasceu em Carrazeda de Ansiães, em 3.4.1900. Faleceu em Lisboa, em 24.7.1960.
Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa. Aderiu ao integralismo lusitano, sucedendo a António Sardinha, como director da Revista Nação Portuguesa. Foi redactor de vários jornais, como: a Época e a Voz. E foi director da revista Ocidente, do semanário Acção e ainda de dois diários: Revolução Nacional e Diário da Manhã (1943-1956).
Foi deputado a partir de 1942, professor da escola do magistério de Lisboa e director do Arquivo Ultramarino.
Publicou, entre outras, as seguintes obras: Cultura Peninsular no Renascimento (1925), A Política de África de el rei D. Sebastião (1926), O Descobrimento do Brasil, (1942) e Caldas Xavier (1944). A Cultura Peninsular no Renascimento, Portugal: Império; A Restauração e o Império Colonial Português; História Breve da Colonização Portuguesa; O Descobrimento do Brasil; Cabo Verde; Moçambique. Escreveu vários prefácios para obras sobre alguns autores, como: Anotações à margem de um capítulo de Alberto Sampaio, de João Lúcio de Azevedo; História de Angola, de Elias Alexandre da Silva Correia. Dirigiu, com Hernâni Cidade: a História da Expansão Portuguesa no Mundo.
Colaborou assiduamente em Jornais e revistas: Acção, Bandarra, Britéria, Mundo Português, revista de Cultura, Gil Vicente, Pátria, etc. Usou vários pseudónimos: Dr. Miunças, Fernão Veloso, Um dos Dois, Manuel de Sousa e outros. Teve várias condecorações, nacionais e estrangeiras.
O seu nome completo foi: Manuel Maria Múrias Júnior. Um notável escritor, professor e jornalista, daqueles que vão resistir ao tempo, sobretudo pelo seu nacionalismo saudável.