ORDEM DE CISTER
Duas barrosãs, Mãe e filha, ingressaram na Ordem de Cister.
A primeira a fazê-lo foi a filha: Maria da Conceição, quando tinha 20 anos. Um ano depois a Mãe: Maria de Fátima seguiu-lhe o exemplo e ajuntou se a ela na mesma Ordem. Pelo Natal de 1999 regressaram a Covelães, concelho de Montalegre, onde nasceram. E foi nessa altura que a LUSA difundiu uma bonita história que praticamente foi publicada pela imprensa de todo o país e que, pelo seu ineditismo, aqui se reproduz.
O Mensageiro de Bragança, em título afirmou que era “Caso único no Mundo” e contava assim esse facto, na sua edição de 14-01-2000. “Mãe e filha, irmãs na Ordem de Cister.
Maria de Fátima é mãe de Maria da Conceição, e ambas são Irmãs da Ordem de Cister. Este é um caso único no mundo. Nasceram ambas em Covelães no concelho de Montalegre. Aos 20 anos, a filha entrou para a ordem; aos 47, após ficar viúva, foi a vez da mãe seguir as pegadas de Maria da Conceição. Agora têm 60 e 34 anos, respectivamente. A filha diz que sentiu o chamamento de Deus quando tinha apenas 18 anos. Na altura, a mãe, que recentemente enviuvara, opôs se. Não queria ficar sozinha, sem a filha e o marido.
Algum tempo depois de Maria da Conceição ter feito os votos, Maria de Fátima mudou de ideias. Estava de visita à catedral de S. Luís em Versalhes, França, quando sentiu o “chamamento de Deus”.
Em breve juntar se ia à filha, nas Irmãs da Ordem de Cister. Segundo dizem, a sua vida é feita de oração e trabalho, ideal que partilham desde que o seu coração foi tocado por Deus. Vão sete vezes por dia à igreja para rezar pelo mundo inteiro. No resto do tempo têm que ganhar o sustento. Trabalham a terra, criam animais, fazem queijo, doces, entre outras coisas. Segundo a hierarquia seguida do convento, a mãe tem que dar prioridade à filha, porque é mais nova que ela na congregação. Este é, ao que se sabe, um caso único no mundo. Tem havido casos de pai e filho, ambos numa ordem religiosa, mas mãe e filha é a primeira vez que se ouve falar.
Estiveram já em vários mosteiros de França e Espanha, agora estão na Suíça, mas gostavam de regressar a Portugal, se cá existisse ainda algum mosteiro de Cister. Os mosteiros desta ordem foram todos encerrados. Haja vontade de os restaurar”.