Constituição da República Portuguesa apresentada em Língua Mirandesa

Cerimónia realiza-se a 17 de setembro, às 15 horas, no Salão Nobre dos Paços do A Constituição da República Portuguesa passa a contar com uma edição em Língua Mirandesa, numa iniciativa da Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM) que assume particular relevância cultural, institucional e identitária.
A apresentação pública da obra realiza-se no próximo dia 17 de setembro de 2026, pelas 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Miranda do Douro, numa cerimónia que contará com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Dra. Helena
Barril, e do Presidente da Direção da Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa, Dr. Orlando Teixeira.
A edição contará ainda com o prefácio de Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República, Dr. José Pedro de Aguiar-Branco, reforçando o significado institucional de uma
obra que aproxima a Lei Fundamental da comunidade falante de mirandês e valoriza a diversidade linguística enquanto património coletivo.
A tradução da Constituição da República Portuguesa foi desenvolvida pela ALCM ao longo de vários meses e contempla o texto constitucional de 1976 e as suas sete revisões. O trabalho contou também com uma componente de análise e adequação jurídico-linguística, procurando assegurar o rigor dos conceitos jurídicos e a sua correta expressão em Língua Mirandesa.
Mais do que uma tradução de natureza jurídica ou académica, esta edição constitui uma afirmação da Língua Mirandesa enquanto língua de Portugal, evidenciando a sua capacidade de se afirmar em diferentes contextos da vida pública e institucional.
A iniciativa ganha uma dimensão particularmente simbólica por decorrer a 17 de setembro, data em que, em 1998, foi aprovada a Lei n.º 7/99, relativa ao reconhecimento oficial dos
direitos linguísticos da comunidade mirandesa, posteriormente publicada e entrada em vigor em 1999.
A Constituição da República Portuguesa, enquanto pilar fundamental da democracia portuguesa, encontra assim uma nova expressão linguística, enraizada num território, numa comunidade e num património cultural com identidade própria.
Com esta edição, a Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa reafirma o seu compromisso com a defesa, promoção, valorização e dignificação da Língua Mirandesa, contribuindo para Largo D. João III.



