🎖️ Ilustres

MELO, Constantino José Marques de Sampaio e

Veio ao mundo em Moncorvo, em 18 de Agosto de 1802, “filho natural que a mãe ocultou. mandando o escondidamente, aleitar na povoação de Larinho, perto da vila”, lê se no Abade de Baçal.
Depois de criado foi mandado para Alfândega da Fé, para casa de um tendeiro, de nome António José Cândido, onde esteve até aos 15 anos. Voltou para Moncorvo e fez se criado agrícola, sempre sustentado por umas tias que queriam fazê-lo frade. Perante a recusa deste, as tias retiraram lhe a mesada e ele, aos 18 anos ofereceu se voluntário para a tropa, no Batalhão de Caçadores 5, em Viseu. Ao fim de 3 anos era cabo e foi mandado para os Açores, onde se apaixonou pelas flores.
Com a entrada das tropas liberais na Ilha, Constantino escapa se em 1828 para Portugal e alista se no Miguelismo. Em 1832 está como 2.° Sargento no Cerco do Porto. Por distinção é promovido ao posto de Porta Bandeira, notabilizando se no combate de 29 de Setembro desse mesmo ano.
Em 1833 acompanha o batalhão para o cerco a Lisboa e, depois da convenção Évora Monte, segue para Génova, onde chega a 5 de Junho de 1834. Correu mal a vida e ele foi expatriado. Entretanto M.me Vieillard, conseguiu radicá-lo em Paris, onde se dedicou à indústria das flores, celebrizando se como o “rei dos floristas”.
Chegou a ser rico e sobretudo famoso, quer em França, quer em Portugal. Com o estabelecimento da Communa, em Paris, começou a ser perseguido e, uma vez mais, empobrece, vindo a morrer, sem família, em 1874, em Terry.

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