🎖️ Ilustres

RIPADO, Anaíza Aureliana da Fonseca Veiga

Nasceu em Chaves em 1874, aí mesmo falecendo em 18.12.1939.
Pertenceu a uma família distinta, originária de uma casa brasonada de S. Pedro de Agrochão. Casou com o coronel Joaquim Augusto Ripado, alentejano, que faleceu em 1894, vítima de um cancro. Como sofreu muito a mulher impressionou se e resolveu dedicar-se à enfermagem, com o intuito de ser útil ao seu semelhante. E, de facto, dedicou o resto da sua vida, a tratar de enfermos, utilizando a sua própria casa, na Rua da Misericórdia. Ela fazia tudo por amor ao próximo, negando se a receber recompensas. De qualquer modo havia quem teimasse em dádivas valiosas as quais ela doou à Santa Casa da Misericórdia de Chaves.
Morreu pobre, porque passou a vida a praticar o bem, sem olhar a quem. Quando, em 1912, se deu a revolução de Paiva Couceiro houve vários feridos graves em Chaves que ela tratou cuidadosamente. Por causa disso o Governo da República, através do Ministério da Instrução Pública, concedeu lhe o grau de Oficial da Ordem de Instrução Benemerência. E por portaria de 5 de Outubro de 1912 o Ministro da Guerra, António Xavier Correia Barreto conferiu-lhe a Cruz Vermelha de primeira classe de acordo com o constante na O.S. n.° 19 . 2.a Série de 5.10.1912.

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