ROMA, Bento Esteves
Nasceu em Chaves, em 2 de Janeiro de 1884 e faleceu como Coronel, em 23.12.1953.
Após a morte dos pais, aos onze anos de idade, foi viver para Amarante, para casa de um tio materno, o P.e Augusto Cândido Esteves que era professor de Liceu. Bento Esteves Roma concluiu ali o terceiro ano.
Em Guimarães e Lamego prosseguiu estudos, após a morte do tio.
De 1906 a 1908 frequentou a Escola do Exército, passando por Mafra, como aspirante. Foi promovido a alferes, em 1909 e nesse ano colocado no R.I. 19, da sua terra. À data da implantação da República (Outubro de 1910) era o oficial mais novo que frequentava a Universidade, critério que lhe valeu a curiosidade de ser o escolhido para içar a Bandeira do novo regime. De 12.1.1912 a 27.12.1913 prestou serviço, como Tenente, em Angola para onde voltou em 1915, ocupando o Cuanhama sob o Comando do general Pereira de Eça, que viria a louvá-lo.
Em Dezembro de 1916, era já capitão e, com esse posto, acompanhou a França uma missão da arma de infantaria. Em 9.4.1918, durante o Cambate de Lá Lys, ficou prisioneiro dos alemães. Ficou no cativeiro até ao final da vitória dos aliados. Foi promovido a major por distinção e condecorado por diversas vezes. Teve três cruzes de guerra, a Torre e Espada, a legião de Honra.
Em 1920 voltou a Angola, sendo nomeado governador em várias províncias.
A Câmara de Chaves dedicou lhe uma rua com o seu nome.