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MELADO, Adalberto Paulo da Fonseca

Nasceu, por acaso, em Lisboa, em 03/10/1932, mas é um “nzirazzdelense de raiz”. Teve como progenitores os mirandelenses, Adalberto Magno Mendo (Engenheiro da CUFP) e Nazaré Maia Pinto da Fonseca Mendo, oriundos de famílias modestas.
O Beto (como lhe chamavam, para se distinguir do pai) fez a instrução primária em S. Pedro da Cova, frequentou o liceu Alexandre Herculano Porto e licencia se em 1958, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Com uma memória “brutalíssima” (como reconhece o seu irmão Sérgio) estudava apenas o necessário. Por convite do Prof. Emídio Ribeiro trabalha no Serviço de Neurologia do Hospital de S. João Porto.
Mas em 1961 abandona o país e passa a trabalhar como Adjoint de Neurochirurgie (e Traumatologia Crânio Encefálica), no Hospital Avicenne de Rabat Marrocos. Regressa a Portugal, em 1964, e entra para o Serviço de Neurologia, do Hospital de Santo António Porto, atingin¬do o topo da sua carreira como Chefe do Serviço de Neurorradiologia (primeira serviço desta especialidade criado em Portugal em 1976).
Em 1976 foi Presidente do Conselho de Gestão do Hospital de Santo António e seu Director de !987 a 1993. De Julho de 1976 a Junho de 1977 foi Secretário de Estado da Saúde, voltando a desempenhar este cargo de Janeiro de 1981 a Julho de 1983, nos Governos da Aliança Democrática.
Foi Ministro da Saúde de Dezembro de 1993 a Outubro de 1995.
Foi Presidente da Sociedade de Neurologia e Psiquiatria e é Presidente do Colégio da Especialidade de Neurorradiologia da Ordem dos Médicos.
Foi ainda Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS Porto) e seu representante no Senado Universitário. É Regente, desde 1980, da Cadeira de Radioloeia no ICBAS e membro da Academia de Medicina Portuguesa, bem como, desde 1997. sócio honorário da Sociedade Europeia de Neurorradiologia.
Desde 1995 que é Deputado da Assembleia da República pelo Partido Social Democrata. O “Beto”, desde a adolescência que esteve com os ideais democráticos, mesmo com algum anarco sindicalismo, vendia, na juventude, o jornal “Batalha”. Esteve ligado ao MUD juvenil valendo-lhe a prisão, pela PIDE, em 1956.
Abandona, por dois anos, o curso de Medicina e liga se à Escola de Belas Artes do Porto, onde conhece a muher da sua vida, Verónica Leonor Soares, com quem casa em 1954, sendo bafejados com um filho, Pedro Manuel (Arquitecto). Confrade de várias confrarias gastronómicas, é bom conhecedor e apreciador dos bons vinhos e da melhor gastronomia, destacando se ainda como fotógrafo amador e como colunista assíduo do Jornal de Notícias.

Jorge Lage

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