CARVALHO. Joaquim José de
Nasceu em 1885 em Donelo concelho de Sabrosa.
Faleceu em 1961.
Aos 13 anos mudou-se para o Porto. E dali para o Brasil, onde fez fortuna, como comerciante. Investiu na Banca e a vida correu lhe bem. Aos 38 anos veio a Portugal e aqui adquiriu uma quota da “Casa Bancária Souza & Cruz”.
Acabou por não voltar ao Brasil. Casou com uma abastada senhora: Maria Fernanda Matos, filha do consul de Portugal em França, país onde administrava também a empresa Chargeurs Reunis. Quando casou, em 1929, era já o vice presidente do Conselho de Administração da Companhia de Seguros Garantia.
Foi o mentor da fundação do Coliseu, inaugurado em Dezembro de 1941, com uma lápide onde consta: “Este edifício foi mandado construir pela Companhia de Seguros Garantia, sendo seus administradores: Raul Marques, Adélio Vaz, Conde da Covilhã e o Presidente do Conselho de Administração, Joaquim José de Carvalho, a cujo esforço e inteligência fica agradecida a cidade dó Porto”. A mulher, de quem teve dois filhos, sobreviveu-lhe dois anos. A Casa Bancária Souza & Cruz e a Casa Bancária Augustine Reis (de Lisboa), fundiram-se, surgindo em seu lugar, o Banco Intercontinental Português (BIP), com sede em Lisboa. Quer este Banco quer a companhia de seguros Garantia foram nacionalizados, três anos depois do 25 de Abril de 1974.
O casal teve dois filhos, igualmente ilustres: José Nuno que nasceu em 1930 e o Ruy Octávio que veio ao mundo em 1932. Ambos estudaram no Colégio Almeida Garrett. Ambos trabalharam com o pai, depois de se formarem. O pai quis que conhecessem as dificuldades da vida. E por isso começaram como porteiros até chegarem aos cargos directivos quer da banca quer da companhia de seguros. O mais velho chegou à Direcção do BIP em 1960.
Em 1965 era administrador da Garantia. Mais tarde foi administrdor da Real Companhia Velha, da Fábrica de Plásticos Império e da “Chromolit Portugal” (da qual tinha 50% do Capital).
Era, nessa altura, igualmente, consul honorário do Japão, no Porto (desde 1968). O mais novo tornou se o cérebro do sector de seguros em Portugal, ficando ligado à Comissão Instaladora do Instituto Nacional de Seguros, como vice presidente. Mais tarde foi o presidente. Posteriormente foi convidado para a Comissão Instaladora da Associação Portuguesa de Seguradores à qual presidiu até 1997.
Aposentou-se em 1997. Mas continua liado ao Banco Português de Investimento. a cujo Conselho Fiscal pertence desde 1983. Por aqui se vê quão importante foi a vida de Joaquim José de Carvalho este Transmontano que prolongou a sua acção em benefício da economia do país, através dos filhos que ainda são vivos (à data da elaboração desta nota biográfica, em Julho de 2000).