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LACERDA, Abel de

De seu nome completo Abel Augusto Madeira de Lacerda Botelho (n. Vila Real, 13.05.1944). Viticultor na sua Quinta dos Montes (concelho de Sabrosa), jurista, escritor e benemérito, licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra (1967), e diplomou-se em Direito, Internacional Comparado pela Faculdade de Direito da Universidade de Estrasburgo (1968), além de ter concluído diversos cursos nacionais e internacionais de especialização na área do Direito. Em Fevereiro de 2002 foi agraciado em Nova York com o título de Doutor Honoris Causa em Direito Internacional Comparado pela Universidade “PRODEO”.
Enquanto universitário em Coimbra foi membro activo do CADC (Juventude Universitária Católica) aí tendo constituído o primeiro Secretariado e Intercâmbio Universitário de Turismo (1962) de que foi Presidente, pelo que, ainda muito novo, foi publicamente homenageado, com o descerramento de uma lápide comemorativa da sua acção no âmbito desse Secretariado, na sede do CADC (Coimbra). Tem exercido a advocacia em foros de todo o mundo, foi assessor jurídico do Ministério do Comércio e Agricultura (1976-1978), membro Directivo da Comissão Vitivinícola Nacional (1976-1980), da qual saiu a legislação relativa à reestruturação do Instituto do Vinho e da Vinha, tendo ainda presidido a várias Comissões de Inquérito, de âmbito nacional e de natureza jurídico-política relativa aos direitos e liberdades dos cidadãos.
Um dos fundadores da Associação Internacional de Jovens Advogados (1976) para cujo Comité executivo foi eleito (1980), vindo a ser Vice-Presidente (1986) e, desde 1989, Vice-Presidente honorário. Membro efectivo da Euravocat, grupo de advogados com escritórios em diversos países da União Europeia, desde 1990. Regionalista devotado, elaborou vários estudos de índole turística e de valorização da agricultura regional duriense, tendo sido Vice-Presidente da Casa Regional de Trás-os-Montes e Alto Douro em Lisboa (1980-1983) que lhe prestou pública homenagem (1985).
Para além dos organismos profissionais que integra, é membro de variadíssimas instituições (Círculo Eça de Queiroz, Sociedade de Geografia, Grémio Literário, Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, Membro da Academia de Filosofia Luso-Brasileira, sendo de mencionar as suas dignidades em Ordens militares e religiosas (Cavaleiro da Ordem de S. Lázaro de Jerusalém, Cavaleiro da Federação dos Priorados Autónomos da Soberana Ordem de S. João de Jerusalém – Cavaleiros de Malta, Cavaleiro do Colar de Santa Ágata, e Vice-Juiz da histórica Irmandade do S. Sacramento da freguesia da Pena de Lisboa).
É actual Embaixador em São Tomé e Príncipe da Federação dos Cavaleiros de Malta, fundou a ordem de Ourique, para a Defesa da Portugalidade. Exemplo vivo de partilha; o seu nome fica indissoluvelmente ligado a uma iniciativa cultural que tem marcado pela sua presença desde 1986 a fundação Lusíada, por ele criada e dotada, instituição privada e independente, vocacionada para a promoção da cultura lusíada, que já levou a efeito inúmeros colóquios, congressos e seminários (tanto em Portugal como na Suíça, pois a Fundação tem sede em Lisboa e Friburgo), além de já ter editado mais de trinta obras de literatura e filosofia portuguesas, dos mais exigentes escritores.
A Colecção Lusíada é, hoje em dia, uma seríssima iniciativa editorial, de resto muito considerada no mundo cultural. Escritor, tem utilizado, além do ortónimo, dois criptónimos: August’ Alvão, e André Sophia. Seus principais escritos: Um Salmo Português, 2000; A Geopolítica dos Descobrimentos Portugueses, 2001; Um Conto para Todos os Jovens Lusos, 2001; A Pedra Angular – Império do Futuro, 2002.

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