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TEIXEIRA, Baltazar

Foi capitão mor da vila de Montalegre.
Durante a guerra da restauração teve papel importantíssimo. De facto, logo que se deu a libertação, Montalegre aderiu prontamente. Foi incumbido de organizar as tropas em Trás-os-Montes o sargento mor de Viana, Martim Velho da Fonseca. Durante o mês de Janeiro de 1641 mobilizou tropas, nomeou capitães e abriu trincheiras nos pontos ideais.
Em 3 de Fevereiro D. João IV designou governador de armas de Trás-os-Montes, Rodrigo de Figueiredo Alarcão. Como até Junho seguinte não houve guerra, Rodrigo Alarcão aproveitou para organizar a defesa, mobilizando dez mil homens que dividiu em quatro grupos e lugares distintos: Montalegre, Chaves, Monforte e Bragança. O troço de Montalegre foi confiado a Baltazar Teixeira que ultrapassou a fronteira, tomou oito aldeias espanholas e se foi ajuntar, perto de Verin, aos homens de Rodrigo Alarcão que entrara por Chaves.
Entretanto as tropas galegas, também iludiram as portuguesas e entraram por outros sítios. Baltazar Teixeira apercebeu se e, no regresso, atacou e incendiou seis aldeias galegas das proximidades do Larouco. Os seus habitantes fugiram e refugiaram se na Gironda que julgavam segura. Só que Baltazar Teixeira, conseguiu atingi Ia, incendiando-a.
A guerra durou vários anos e, nessa altura, o castelo de Piconha (no concelho de Montalegre), teve papel importante até 1650, ano em que foi destruído e nunca mais levantado.

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