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TEIXEIRA, Francisco da Silveira Pinto da Fonseca

mais conhecido pelo General Silveira, nasceu em Canelas (Régua), em 1.11.1763.
Faleceu em Chaves, em 27.5.1821. Foi o 1.° Conde de Amarante. Assentou praça, voluntariamente, em Cavalaria de Almeida, como cadete.
Em 25.4.1790 foi promovido a alferes, sendo colocado em Bragança que viria a ser Cavalaria 6.
Em 1792 era tenente. Nessa altura foi encarregado de prender os bandos que infestavam a raia de Espanha e que com as suas incursões, muito prejudicavam as populações da região de Chaves.
Em 17.1 2.1799 foi promovido a capitão, deixando Bragança e indo para ajudante de campo do governo das Armas das Beiras. Por decreto de 6.3.1801 foi promovido a sargento mor e nomeado comandante chefe das Companhias Francas das Províncias de Trás-os-Montes, Minho e Partido do Porto.
Em 1801 foi também promovido, por decreto de 19 de Maio, a comandante dos voluntários de Trás-os-Montes. Nesse mesmo ano, arregimentou e preparou à sua custa, uma força com cerca de 800 homens, em menos de 20 dias, para fazer frente aos espanhóis que por essa altura entraram em guerra contra Portugal.
Em 14.3.1803 foi promovido a Tenente Coronel. Depois da 1.a invasão francesa encontrava se em Aveiro e foi chamado para testemunhar a dissolução dos regimentos de Cavalaria 6, 9, 11 e 12, efectuada por Junot. Foi demitido e partiu para o Porto com o propósito de se evadir a bordo da esquadra inglesa, de onde tencionava seguir para o Brasil. Não foi bem sucedido e resolveu ir para Vila Real, onde, mais tarde foi um dos fautores da aclamação do Goveno legítimo de 1808.
Em 21 de Julho desse mesmo ano foi readmitido e promovido pela Junta do Governo do Porto, a coronel, sendo colocado no seu quartel de Cavalaria 6 (Bragança). Pouco depois ser-lhe-ia confiado o governo militar de Trás-os-Montes. Por essa altura o general Soult invadiu a Província, partindo de Chaves rumo a Vila Pouca. Mas encontrou dificuldades e regressou a Chaves. Daqui partiu para Braga, por Salamonde. E foi nessa altura que o General Silveira retomou Chaves, com os regimentos 12 e 14 de Infantaria e regimentos de milicias de Miranda e de Moncorvo. Viria, mais tarde a encontrar se na Ponte de Amarante com as tropas do general Loison. O Comandante Português foi traído por alguns militares da sua guarnição, o que o levou a ser derrotado, mas com glória. Em consequência da sua bravura foi promovido a marechal de campo. Viria a distinguir-se em diversos outros combates, nomeadamente em Pinhel, na Ponte do Abade e na acção da Vila da Ponte (11.1.1811).
Em 5.2.1812 foi promovido a tenente general e voltou a ser o comandante das armas de Trás-os-Montes. O título de conde de Amarante foi-lhe conferido por decreto de 13.5. e carta de 28.4.1811.

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