Opinião

Transvazar água do Douro?

O Bastonário da Ordem dos Engenheiros, numa reunião daquela instituição, em Vila Real, ventilou a hipótese de ter de haver transvases de água dos rios do Norte para o Sul.

O assunto ficou desde logo envolto em séria polémica, havendo vários engenheiros que se manifestaram contra esta “auto-estrada da água”, argumentando que a dessalinização e o armazenamento da água em alta, eram soluções locais, a sul, que resolveriam o problema sem sacrificar os rios do Norte que, por sua vez, também têm problemas com a seca.

Outro argumento residiu no facto de que “os rios têm de ser rios, têm de desaguar no mar, serem ventres da multiplicidade biológica que neles se desenvolve, e que qualquer limitação tipo transvase, irá afectá-los e comprometer a sua existência.

Por último, e sendo o nosso país mediterrânico, há chuva sazonal e essa deve ser rentabilizada, pelo que qualquer transvase deve ser equacionado com muita precaução.

Maiores produções em áreas menores

Um estudo de geógrafos alemães de Munique e investigadores da Universidade de Basileia na Suíça, chegaram á conclusão que é possível produzir muito mais utilizando menores áreas agrícolas.

A ideia não é nova, mas desta vez foi quantificada sendo que, e genericamente, que a quantidade de uma produção agrícola igual á actual, no futuro poderá realizar-se em cerca de 63 a 52% da área de terreno actualmente necessário.

A nível global (planetário), poderia até haver um aumento de produtos agrícolas na ordem dos 2,8%.

As soluções propostas englobam a utilização mais eficiente dos fertilizantes, a optimização da data das sementeiras, controlo de pragas e doenças, etc.

Outra das grandes vantagens desta optimização, seria o aumento dos rendimentos dos agricultores (baixa nos custos de produção).

O mundo está a mudar. Muito depressa. E bem precisa. Já se perdeu tempo demais.

Douro acolhe ucranianos

Os 19 municípios da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM) vai disponibilizar alojamento para 400 ucranianos, tendo também previsto a utilização de 8 autocarros e o apoio de 3 médicos.

São eles Alijó, Armamar, Carrazeda, Freixo, Lamego, Mesão, Moimenta, Murça, Régua, Penedono, Sabrosa, Santa Marta, Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Moncorvo, Foz Côa e Vila Real.

Assim, todo o movimento logístico para esta operação está em curso, aguardando-se também medidas do Governo para que a seguir a este acolhimento se possam integrar na comunidade duriense.

A Europa vai ter que ajudar estes refugiados de uma guerra sanguinária e todo o país deve partilhar esta solidariedade.

Numa região como o Douro, devastada pela desertificação, estes refugiados são bem-vindos e decerto encontrarão por cá a paz e o trabalho que lhes levante o moral e lhes restituía a esperança.

MyCHTMAD

O nome de cima é uma aplicação para telemóvel do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, e que pode ser descarregada gratuitamente no Google Store, no APPstore, ou no link: https:/chtmad.min-saude.pt

O utente pode fazer o seu registo na aplicação através da sua “chave móvel digital”, com o nº de telemóvel e número de utente do Serviço Nacional de Saúde.

Através desta aplicação os utentes têm acesso à sua agenda de consulta, tratamentos, exames, etc.

Permite também consulta das taxas moderadores em dívida, e muitas mais informações úteis.

Alexandre Parafita

Alexandre Parafita, escritor, poeta e etnógrafo transmontano, vai receber o “Prémio Honorífico Prof. Dr. Adriano Moreia”.

Este prémio integra-se na homenagem que está a ser realizada a este notável transmontano de Macedo de Cavaleiros, que cumprirá 100 anos a 6 de Setembro deste ano.

Esta distinção premeia aqueles que se distinguiram , quer pela sua projecção cívica, quer pelos serviços prestados a Trás-os-Montes e Alto Douro, nas mais diversas áreas de actividade.

A cerimónia comemorativa terá lugar em Lisboa, no Parque das Nações, mais precisamente no Pavilhão do Conhecimento, e decorrerá na data do aniversário acima citada.

Alexandre Parafita é natural de Sabrosa, tem mais de meia centenas de obras publicadas, desde a antropologia ao romance, passando pelo conto, ensaio, poesia, e literatura Infanto-Juvenil, faceta onde tem uma vasta obra que faz parte do Plano Nacional de Leitura.

gouveiafrancisco@hotmail.com

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