MELO, Lopo Vaz de Sampaio e
Nasceu em Gouvinhas, concelho de Sabrosa, em 29.9.1848.
Morreu em Lisboa, em 20.3.1892. Foi Ministro de Estado, deputado e par do reino. Pertenceu à Casa de Espinhola, família que teve ilustres membros, entre os quais Lopo Vaz de Sampaio, Governador da índia. Mais boémio que bom estudante, viveu em Coimbra tempos de folia que mais tarde recuperou, fazendo se um brilhante aluno. Preparava se para fazer o doutoramento quando foi elevado a deputado, em 1870 pelo Partido Reformista. Mais tarde aderiu ao partido regenerador. Em Setembro de 1878 foi nomeado Director Geral da Instrução Pública e em Novembro do mesmo ano transitou para a Direcção Geral das Alfândegas e Contribuições Indirectas.
Em 1880 adoeceu e, a conselho médico, viajou pelo estrangeiro: França, Bélgica e Inglaterra. Em 1881 era chamado a Ministro da Fazenda. Algum tempo depois demitiu se e foi substituído pelo célebre Fontes Pereira de Melo. Este, como chefe do Governo, viria a convidá-lo para Ministro da Justiça que aceitou. Fez a reforma do Código Penal, que lhe grangeou grande popularidade.
Transformou-se no braço direito de Fontes Pereira de Melo. Reformou a lei de imprensa e foi um dos mais influentes políticos da sua geração.
Quando foi Ministro da Justiça pela segunda vez, promulgou a reforma judicial, e a lei da aposentação dos párocos. Ainda voltaria a ser Ministro do Reino e da Instrução Pública. Mas a saúde não lhe permitiu ir muito longe. Teve que tratar-se em Mondariz. Ainda foi elevado à condição de Conselheiro de Estado, em 11. 12.1885.
Foi redactor da Correspondência de Coimbra e do Jornal da Noite.