🎖️ Ilustres

VALOURA, Francisco

Nasceu em Vilela do Tâmega, concelho de Chaves.
Seguiu a carreira da Polícia de Segurança Pública e foi apanhado nessas funções, como comissário, quando se deu a guerra do Ultramar. Era ele o comandante da PSP, na cidade de Bissau. Aí viveu, por muitos anos, aí teve a família, aí lhe nasceu o filho José Luís Valoura que viria a falecer ao serviço da Pátria, como Cabo Especialista da Força Aérea, em Pirada, em 11.5.1972.
Enquanto cumpria as suas funções profissionais ía escrevendo, ora nos jornais da sua terra (Chaves) ora em livros. Com os vários opúsculos que foi escrevendo, publicou em 1973, Paraíso Verde, um punhado de contos, quase todos eles relacionando se com o clima que se vivia na Guiné o seu Paraíso Verde. A maior parte desses contos saiu primeiramente no Boletim Cultural da Guiné Portuguesa. Nestas mais de 200 páginas passa e perpassa uma vivência guineense que foi comum ao autor e muitos milhares de portugueses que por ali passaram, em missão de paz. De resto é esse o espírito que sobressai da leitura desta novelas da Guiné Paraíso Verde.
Já depois da descolonização regressou com a família a Vilela do Tâmega, perto de Chaves. Aí escreveu muitas crónicas do tempo que passa, para o Notícias de Chaves. Até que a morte o veio surpreender, vinte anos depois da revolução de Abril que o matou mais cedo.

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