🎖️ Ilustres

VEIGA, Beatriz de Jesus Pires da

Nasceu em Bragança, em 1880 e faleceu em Odivelas, em casa de seu filho António Lino, em 1968.
Era filha de Lino Pires da Veiga, Juiz de Direito, oriundo de uma ilustre família Transmontana de Quiraz e de Ana Maria Gonçalves, filha do general João Gonçalves. Foi casada com o capitão Joaquim Ferreira Pedros e foi a primeira menina a frequentar o liceu de Bragança. Depois frequentou a escola normal da mesma cidade.
Já como professora oficial exerceu em Hidral, no concelho de Vinhais e, em 1910, transferiu-se para Guimarães onde leccionou nas chamadas escolas centrais. Mudou se, depois, para a Escola de S. Pedro de Azurém, onde exerceu até se aposentar, ao fim de 46 anos de serviço. Um dos filhos chamou se António Lino e nasceu em Guimarães, mas sempre pugnou pelas origens maternas, manifestando sempre um enorme orgulho em ser filho de uma Transmontana. António Lino que faleceu em Dezembro de 1996, foi um dos mais ilustres Vimaranenses da sua época.
Formou-se na Escola de Belas Artes e foi um artista no pleno sentido da palavra. Foi ele o autor dos mais famosos vitrais que ainda hoje podem admirar se na Capela do Paço dos Duques de Bragança (em Guimarães), na Sé de Braga e no Tribunal Judicial de Guimarães.
Foi professor universitário, grande pintor e escritor. Foi, por exemplo, o autor da Monografia de Guimarães (1984) que mereceu o Prémio Adelino Amaro da Costa e que ainda hoje é o mais apreciado documento monográfico sobre a cidade berço. Nessa monografia alude António Lino, às suas origens e escreve: “António Lino da Veiga Ferreira Pedras, nasci em Guimarães, em 9 de Março de 1914, de antiga Família Transmontana, filho de pai, oficial do exército e a mãe professora oficial”. Aliás, este insígne Vimaranense que foi um Português do tamanho do Castelo de Guimarães que muitas vezes elegeu para motivo dos seus trabalhos pictóricos e que sempre quis ligar se a Trás-os-Montes, razão por que aqui o tratamos, ao lado da mãe, escreveu na página 9 da sua Monografia uma comovente dedicatória que reza assim. A minha mãe, Beatriz de Jesus Pires da Veiga, 1880 1968, de muito antiga família Transmontana, teve uma longa vida de trabalhos e sacrifícios que suportou com nobreza e superior dignidade…Saudamos aqui a mãe e o filho, porque ambos merecem.

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