Opinião🖋️ Manuel Igreja Drº

A MEMÓRIA QUE URGE REAVIVAR

Ao longos dos séculos, sempre os seres humanos se preocuparam com o registo daquilo que foram sendo, contando, desenhando, esculpindo e registando para que no futuro se soubesse o que então se sabia e como se vivia. Viam longe os nossos antepassados cientes que estavam de que o total é a soma das partes. Por conseguinte, sabiam também que das memórias individuais resulta a memória coletiva.
Por isso, uma e outra são essências. Por isso, ambas se devem manter de chama viva e se devem respeitar enquanto molde dinâmico e como fonte da sabedoria que orienta e que sustenta. Somente assim, se garante a passagem de testemunho geracional com melhores modos de vida, com mais tranquilidade e com garantia de futuros promissores.
Cada um de nós de nós e cada qual daqueles a quem compete pensar e agir no delinear nas vias a seguir, deve tudo fazer para conste permanente alegadamente, tudo ou o mais possível, o que a História nos pode dizer e ensinar, sobre os acontecimentos signos de orgulho, mas inequívocamente sobre os acontecimentos infames e terríveis perpetrados e consentidos por gente que virou fera.
Perto de si que isto lê, e de mim que isto escrevi, não passaram muitas décadas desde que a barbárie supostamente purificadora, espalhou o inferno na Terra, tornando banal a destruição e a morte com o beneplácito de imediatamente antes respeitáveis cidadãos comuns.
Nestes dias em que se tudo se esquece e com contornos insanamente desmedidos, urge que quem já viu ou já soube se relembre, e se ensine a quem não sabe, os desmandos alegremente cometidos, para que continue acesa a chama da decência que nos diferencia.

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